Irmãos Brazão são condenados a mais de 76 anos de prisão por mandar matar Marielle Franco

Votaram pela condenação o relator Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente da Primeira Turma, Flávio Dino. Com o voto de Dino, o placar foi fechado em 4 a 0. Ainda cabe recurso ao próprio STF.
Chiquinho Brazão e Domingos Brazão foram condenados por mandar matar Marielle Franco. — Foto: Reprodução
- Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada;
- João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada;
- Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ: obstrução à justiça corrupção passiva;
- Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar: duplo homicídio e homicídio tentado;
- Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão: organização criminosa.
Rivaldo Barbosa foi absolvido da acusação de homicídio qualificado, por “dúvida razoável”, mas condenado por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Ao fim do julgamento, os ministros definirão as penas dos condenados.
O ministro Alexandre de Moraes está propondo a pena para Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, enquanto as penas totais para os irmãos Brazão já foram definidas. Ao total, eles foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão, além dos 200 dias-multa e regime inicial fechado.
Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar, foi condenado ao total a 56 anos de cadeia.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, defendeu a condenação dos cinco réus. As defesas alegaram ausência de provas e questionaram a delação do ex-PM Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle e Anderson.








