março 3, 2026

Andrei Rodrigues diz que PF 'vai investigar quem tiver que investigar'


No evento Rumos 2026, promovido pelo Valor Econômico, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou de uma das mesas e destacou a autonomia da corporação. Segundo Rodrigues, a instituição investigará “quem tiver que investigar”, citando, entre outros casos, as apurações envolvendo o Banco Master e o recente inquérito contra o filho do presidente Lula, Lulinha (Fábio Luiz Lula da Silva), suspeito de participação na fraude no INSS.

Ele afirmou que a própria abertura do inquérito contra o filho do presidente da República demonstra a autonomia da Polícia Federal, órgão técnico que investigará qualquer pessoa com indícios de crimes financeiros.

Ao comentar sobre o Banco Master, Rodrigues buscou minimizar embates anteriores com o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente com o antigo relator, ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria após identificar possíveis vínculos com Daniel Vorcaro, presidente do banco. Segundo ele, as instituições respeitam a autonomia umas das outras, há harmonia entre elas e não existe nenhum problema relacionado a esses episódios.

Andrei Rodrigues relembrou que as apurações sobre o Banco Master começaram em São Paulo, por suspeitas de uso fraudulento de fundos de investimento. Posteriormente, foi aberto um novo braço da investigação em Brasília, para apurar a compra do BRB, e depois também no Amapá e no Rio de Janeiro, indicando que novos desdobramentos relacionados ao banco devem ocorrer nos próximos dias.

Rodrigues não precisou um prazo exato para a conclusão das investigações, mencionando apenas uma média de 60 a 90 dias, ressaltando que o tempo depende da autonomia de cada técnico e perito da Polícia Federal.



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