Brasileiros retidos em cruzeiro em Dubai podem voltar ao Brasil no fim de semana

O navio está parado há quatro dias devido à escalada do conflito no Oriente Médio. Bergamin, que também é vice-presidente da Fecomércio do Espírito Santo, integra um grupo de 20 capixabas que permanecem embarcados.
Segundo ele, todos estão bem e o momento agora é de articulação para o retorno. “O mais importante é que está todo mundo tranquilo. Já passamos aquele estresse inicial de não saber a dimensão do perigo”, afirmou.
De acordo com o empresário, o grupo já iniciou tratativas com embaixadas e acompanha a reorganização dos voos. Uma nota da companhia informou que o aeroporto de Dubai começou a retomar as operações de forma parcial, priorizando passageiros com voos atrasados.
Bergamin destacou ainda que, no caso dele e de parte do grupo, as passagens aéreas foram adquiridas junto à própria companhia de navegação, o que pode facilitar a remarcação. A expectativa é de que o retorno ao Brasil ocorra de forma gradual nos próximos dias.
Conflito no Oriente Médio
No quarto dia de guerra no Oriente Médio, o conflito se intensifica e se expande pela região, sem qualquer sinal de trégua. A possível entrada formal dos Estados Unidos na ofensiva contra o Irã dominou o debate em Washington e expôs divergências no governo americano. Durante coletiva no Salão Oval, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente Donald Trump afirmou que a iniciativa do ataque partiu exclusivamente dos EUA, contrariando declaração anterior do secretário de Estado, Marco Rubio, que atribuiu a decisão a um movimento prévio de Israel.
Apesar das contradições, Trump declarou que a ofensiva conjunta com Israel destruiu “praticamente tudo” no Irã, incluindo alvos estratégicos, e indicou que os ataques com mísseis e drones devem continuar nas próximas semanas. No campo militar, ao menos nove países teriam sido atingidos pela resposta iraniana. Israel bombardeou o aeroporto de Teerã, áreas industriais e bases militares, enquanto projéteis foram disparados do Líbano contra território israelense. Segundo a mídia estatal iraniana, 787 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra.
O Estreito de Hormuz permanece fechado há mais de 24 horas, com cerca de 40 navios-petroleiros parados — rota por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. As Forças Armadas dos EUA afirmam ter realizado mais de 1.700 ataques contra o Irã. Diante da escalada, Washington organiza a retirada de cidadãos americanos da região, enquanto o conflito provoca impactos diplomáticos, inclusive com críticas de Trump à Espanha e ao Reino Unido sobre o uso de bases militares.








