Espólio de Jeffrey Epstein fecha acordo preliminar de US$ 35 milhões para encerrar ação coletiva de vítimas

Um juiz federal dos Estados Unidos concedeu aprovação preliminar a um acordo que prevê o pagamento de até US$ 35 milhões pelo espólio de Jeffrey Epstein para encerrar uma ação coletiva. O processo acusava dois ex-assessores do financista de envolvimento no tráfico sexual de jovens mulheres e adolescentes.
O acordo foi anunciado em 19 de fevereiro pelo escritório de advocacia Boies Schiller Flexner, que representa as vítimas. Nesta terça-feira, o juiz distrital Arun Subramanian, da corte federal de Manhattan, afirmou que os termos parecem justos e marcou para 16 de setembro a audiência de aprovação final.
A ação, movida em 2024, tinha como alvos o ex-advogado pessoal de Epstein, Darren Indyke, e o ex-contador Richard Kahn, ambos coexecutores do espólio.
Segundo informações do processo, o espólio já havia criado anteriormente um fundo de compensação que distribuiu US$ 121 milhões às vítimas, além de outros US$ 49 milhões pagos em acordos adicionais.
O advogado Daniel Weiner, que representa Indyke e Kahn, afirmou que nenhum dos dois admitiu culpa ou reconheceu qualquer irregularidade como parte do acordo.
“Como não fizeram nada de errado, os co-executores estavam preparados para contestar as acusações contra eles até o julgamento, mas concordaram em mediar e resolver este processo para chegar a uma conclusão definitiva em relação a quaisquer reivindicações potenciais contra o Espólio de Epstein”.
Sigrid McCawley, advogada que moveu a ação, afirmou em nota que o acordo representa “mais um passo nessa longa jornada para os sobreviventes” e disse esperar que a medida proporcione algum tipo de justiça.
Jeffrey Epstein morreu em agosto de 2019, em uma prisão de Nova York. A morte foi oficialmente classificada como suicídio.
Na ação apresentada em 2024, advogados do escritório Boies Schiller Flexner sustentaram que Darren Indyke e Richard Kahn auxiliaram Epstein a montar uma rede complexa de empresas e contas bancárias para ocultar abusos e realizar pagamentos a vítimas e recrutadores. Segundo o processo, ambos teriam sido “generosamente remunerados” pelos serviços prestados.
O escritório também já havia negociado acordos que somam US$ 365 milhões com o JPMorgan Chase e o Deutsche Bank, após acusações de que as instituições ignoraram sinais de alerta sobre Epstein, então cliente considerado lucrativo.








