março 4, 2026

EUA mataram no Irã homem suspeito de participar da tentativa de assassinato de Trump, diz secretário


O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (4) que a pessoa que supostamente liderou o complô para assassinar Donald Trump a mando da Guarda Revolucionária do Irã foi morta nos ataques ao país.

Em coletiva de imprensa, ele defendeu que o homem foi ‘localizado e morto’.

O plano foi de 2024, quando procuradores federais da administração Biden acusaram Farhad Shakeri, um iraniano de 51 anos, e dois homens de Nova York de comandarem uma operação de assassinato por encomenda a mando da Guarda Revolucionária do Irã.

O objetivo, segundo o Departamento de Justiça na época, era vingar o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani por Trump em 2020.

Segundo os promotores, Shakeri recebeu ordens pessoais de um oficial da guarda para assassinar Trump durante a campanha presidencial.

Na mesma entrevista, Hegseth afirmou que ‘mais forças estão chegando’ ao Oriente Médio para o conflito com o Irã.

Ele também comentou que os Estados Unidos levarão ‘o tempo necessário’ para garantir a vitória do conflito.

‘Ainda é muito cedo e, como disse o Presidente Trump, vamos levar todo o tempo necessário para garantir que tenhamos sucesso’.

Hegseth iniciou a entrevista afirmando que os Estados Unidos ‘estão vencendo’ a guerra e que os iranianos ‘estão acabados’.

‘Os principais generais militares não conseguem mais se comunicar ou coordenar sua ofensiva, e isso obviamente não é bom para eles. A Força Aérea Iraniana não existe mais; foi construída em 1996 e destruída em 2026. A Marinha Iraniana está praticamente afundada no Golfo Pérsico; dizimamos sua frota’

O secretário de Defesa dos EUA afirma que os EUA e Israel estão apenas começando seus ataques contra o Irã, e que novas ondas de ataques estão por vir em breve.

Secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante discurso para militares. — Foto: ANDREW HARNIK / POOL / AFP

Ele acrescentou que os EUA usarão um estoque ilimitado de bombas de gravidade de precisão.

‘Ainda estamos no início da nossa missão de caçá-los, desmantelá-los, destruí-los e derrotar todas as suas capacidades. Em apenas quatro dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo assumiram o controle total do espaço aéreo iraniano’, declarou.

Ele afirma que novas ondas de ataques estão por vir e acrescenta que isso é apenas o começo.

‘Nossas defesas aéreas e as de nossos aliados têm ampla margem de manobra. Podemos sustentar essa luta facilmente pelo tempo que for necessário’.

Israel ataca infraestrutura policial do Irã para abrir espaço a uma revolta no país, diz jornal

Míssil iraniano atinge Israel em meio a guerra no Oriente Médio. — Foto: JACK GUEZ / AFP

O governo de Israel vem atacando, além de alvos políticos, também toda a infraestrutura militar iraniana para impedir uma nova repressão e abrir espaço a uma revolta no país que possa derrubar o regime dos aiatolás.

A informação está em uma reportagem do jornal Wall Street Journal citando fontes da inteligência israelense. A ideia é tentar minar qualquer tipo de afrontamento a possíveis novas manifestações que surjam.

Os ataques aéreos israelenses alvejaram pessoas responsáveis ​​pela segurança interna, desde membros da força paramilitar Basij até altos funcionários da inteligência, informou o exército israelense. Os EUA também atingiram algumas agências de segurança interna, incluindo o quartel-general em Teerã da Guarda Revolucionária Islâmica.

Autoridades israelenses afirmaram que pretendem causar danos suficientes ao estado iraniano por meio de ataques aéreos, para que a população possa assumir o controle em terra.

‘Se a aposta é que os ataques aéreos concluirão o trabalho de cima enquanto os iranianos o completam de baixo, é uma aposta que não se baseia em nenhum modelo histórico claro. Também ignora a resiliência de sistemas autoritários entrincheirados como a República Islâmica’, comentou , Ali Vaez, diretor do projeto Irã do International Crisis Group, ao jornal.

Entre os alvos recentes estava o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica em Tharallah, um local importante para a repressão a protestos. Em períodos de agitação, Tharallah coordena inteligência, policiamento e a Basij, além das prisões.

Caças israelenses também atingiram o quartel-general das unidades especiais do comando policial iraniano, conhecido como Faraja, responsável pelo controle de distúrbios e pela repressão de protestos civis.



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