Acordo até final de abril é possível, diz Trump sobre negociações com o Irã

Um acordo com o Irã até o final de abril ‘é possível’, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista à Sky News, o republicano defendeu que ‘nós os derrotamos de forma bastante contundente, é muito possível’.
Trump disse que, com isso, a guerra poderia terminar antes da visita do rei e da rainha do Reino Unido para os Estados Unidos, agendada para 27 a 30 de abril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não está considerando estender o cessar-fogo com o Irã, que irá expirar na próxima segunda-feira (21). Em entrevista à ABC News, ele confirmou essa informação.
A avaliação do presidente americano surge após o anúncio de uma possível segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã, com mediação do Paquistão, nesta semana ou no início da próxima.
‘Pode terminar bem ou mal, mas acho que um acordo é melhor porque assim eles podem se reconstruir’, sugeriu Trump.
Negociações entre EUA e Irã
Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio. — Foto: AFP
Representantes dos Estados Unidos e do Irã podem se reunir até esta quinta-feira (16) para uma nova rodada de negociações sobre o fim da guerra.
O presidente Donald Trump disse que o encontro poderia ocorrer nos próximos dois dias no Paquistão. O objetivo diplomático é fechar um acordo antes do fim do cessar-fogo de duas semanas, que expira na terça-feira.
Enquanto isso, os militares americanos afirmam ter paralisado completamente o comércio econômico de entrada e saída do Irã por via marítima, com o bloqueio no Estreio de Ormuz.
Segundo a agência iraniana Fars News, o porta-voz do governo disse que avaliações preliminares estimam os danos causados pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em cerca de 270 bilhões de dólares.
Nessa terça (14), o FMI alertou que a guerra no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, pressionar a inflação e aumentar o risco de uma recessão. O economista-chefe do Fundo avaliou que a guerra e o fechamento do Estreito de Ormuz já trouxeram mais impactos no mercado global de energia do que a crise do petróleo de 1973.
No caso do Brasil, segundo o relatório, a guerra deve ter um efeito positivo para a economia em 2026, especialmente porque o país produz e exporta petróleo. E, com isso, arrecada mais dólares.
O FMI aumentou a projeção de crescimento brasileiro em 2026 de 1,6% para 1,9% e ressaltou que o país é um grande produtor de energias renováveis e isso atenua os efeitos da alta do petróleo.
Nessa terça-feira (14), o dólar teve a quinta queda seguida e fechou abaixo de cinco reais pelo segundo dia consecutivo.
O Ibovespa voltou a bater recorde e está perto de quebrar a barreira dos 200 mil pontos.







