Aliado dos Bolsonaro, Paulo Figueiredo afirma ter repassado informações do STF aos EUA

O blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou à CBN que repassou a autoridades dos Estados Unidos informações sobre a sessão do Supremo Tribunal Federal que analisou o relatório da Polícia Federal a respeito de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Figueiredo disse que o objetivo é buscar a retomada das sanções contra ministros da Corte. Questionado sobre quais magistrados seriam alvo das medidas, preferiu não entrar em detalhes.
Durante o julgamento, o ministro Flávio Dino demonstrou preocupação com possíveis retaliações contra autoridades brasileiras. Ele classificou como de “enorme gravidade jurídica e constitucional” a possibilidade de o governo americano retomar sanções contra integrantes do Supremo.
Nas redes sociais, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também afirmou que pretende apresentar registros do julgamento a integrantes do governo de Donald Trump. A expectativa do ex-parlamentar é que o episódio resulte em uma nova rodada de punições contra magistrados do Supremo. Eduardo acusou integrantes da Corte de terem “sequestrado” o tribunal.
O ex-deputado também afirmou que eventuais sanções internacionais não representariam uma violação da soberania brasileira. Para ele, a legislação brasileira prevê a incorporação de normas internacionais de direitos humanos.
A declaração ocorre às vésperas de reuniões que Eduardo Bolsonaro pretende realizar em Washington, ainda nesta semana, para tratar da aplicação de novas sanções contra Moraes.
Alexandre de Moraes foi sancionado pelos Estados Unidos em 2025 com base na Lei Magnitsky. As sanções contra o ministro, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex foram posteriormente retiradas pelo governo americano.



