fevereiro 18, 2026

Alma do samba carioca: 40 anos sem Nelson Cavaquinho


Nesta Quarta-Feira de Cinzas, 18 de fevereiro, fazem 40 anos da morte do artista Nelson Cavaquinho. Com parcerias e obras eternizadas por intérpretes como Beth Carvalho, o legado do sambista segue atual, mantendo viva a alma do samba carioca.

Quatro décadas depois de sua morte, suas canções continuam sendo referência. Ele morreu em 18 de fevereiro de 1986, vítima de câncer de garganta.

De acordo com levantamento da Ecad, entre suas composições mais regravadas está “Folhas Secas”, parceria com Guilherme de Brito, que acumula 83 gravações, seguida por clássicos como “A Flor e o Espinho” e “Luz Negra”. Nos últimos cinco anos, “Juízo Final”, parceria com Élcio Soares, lidera o ranking das músicas de Nelson Cavaquinho mais tocadas, seguida por “Folhas Secas” e “A Flor e o Espinho”.

Além disso, foi Beth Carvalho a pessoa que mais regravou canções de Nelson Cavaquinho.

Nascido em 1911 no bairro do Caju, no Rio de Janeiro, o artista começou a tocar cavaquinho ainda jovem e ficou conhecido por sua sensibilidade, muitas vezes marcada por uma melancolia que refletia a dureza da vida urbana.

Acompanhado de seu cavaquinho, o artista tinha o hábito de cantar sozinho nas ruas, de madrugada. Seu jeito de tocar cavaquinho era inconfundível, com acordes e melodias que transmitiam tristeza e beleza. O apelido ‘Cavaquinho’, inclusive, veio de sua habilidade excepcional com ele.

Nelson também tocavax violão e criou um estilo único de execução, tocando apenas com dois dedos da mão direita.

Nelson Cavaquinho mantinha um estilo próprio, muitas vezes assinando melodias e letras que desafiavam convenções do samba da época, trazendo introspecção e lirismo raros ao gênero.



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