Ao menos 11 governadores renunciaram para disputar outros cargos na política

Após o fim do prazo de desincompatibilização, que obriga ocupantes de cargos do Executivo a deixarem as funções seis meses antes das eleições, partidos de centro-direita ampliaram o número de governadores.
Ao menos 11 governadores renunciaram para disputar outros cargos, a maioria para senador. Com a ampliação de governadores de direita, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da república, deve aumentar o apoio nos palanques regionais. Isso porque, partidos como o PP e o MDB, em alguns estados, dobraram de tamanho nos executivos locais. Passaram de dois para quatro estados cada. Já o PT optou por manter os quatro governadores, estratégia voltada a garantir palanques sólidos para a candidatura à reeleição do presidente Lula.
Quem se destacou na janela partidária foi o PSD, de Gilberto Kassab, que agora tem seis governadores. Mas, apesar de ter um pré-candidato próprio, o ex-governador Ronaldo Caiado, a disputa por apoio local deve ser acirrada. Em Pernambuco, por exemplo, o palanque de PSD e PSB é dividido em apoio ao presidente Lula.
Para o cientista político Melilo Diniz a mudança partidária de governadores não garante voto para a eleição presidencial. Ele acredita que o trabalho das campanhas deverá ser feito com cautela e de olho nos cenários políticos.
Entre os nomes que deixaram os cargos estão Ronaldo Caiado, pré-candidato ao Planalto, e Romeu Zema, também cotado para a disputa presidencial. Os ex-governadores Ibaneis Rocha, Helder Barbalho e Mauro Mendes são pré-candidatos ao Senado. Ao mesmo tempo, governadores como Fátima Bezerra, Ratinho Júnior e Eduardo Leite decidiram permanecer até o fim do mandato. Outros, como Tarcísio de Freitas, devem concorrer à reeleição.








