janeiro 15, 2026

Após prisão de hacker, polícia procura segundo detento que fugiu com alvará falso em presídio de BH


Após a prisão do hacker que havia fugido da cadeia utilizando um alvará de soltura falso, a Polícia Civil de Minas Gerais procura outro homem que também conseguiu escapar pelo mesmo esquema fraudulento, em uma unidade prisional na região Oeste de Belo Horizonte.

O hacker preso nessa quarta-feira foi localizado no Rio de Janeiro e estava foragido desde 20 de dezembro. Segundo a Polícia Civil, ele foi identificado como Ricardo de Araújo, de 32 anos. O investigado fraudou documentos judiciais para conseguir a liberação irregular de presos do Centro de Remanejamento de Presos, em Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil, Ricardo e outros três detentos deixaram a unidade prisional após a apresentação de habeas corpus registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão. No entanto, no dia seguinte, a Justiça identificou que os alvarás eram falsos.

Um dos quatro presos foi capturado logo após a descoberta da fraude, ainda em dezembro, enquanto Ricardo e outro detento foram presos quase um mês depois da fuga.

Ainda conforme a Polícia, durante a segunda fase da operação contra o grupo criminoso, os policiais conseguiram prender um comparsa de Ricardo, também no Rio de Janeiro. Esse outro homem tinha mandado de prisão em aberto desde 10 dezembro, quando ocorreu a primeira fase da operação.

As investigações começaram após o Gabinete de Segurança Institucional e a Corregedoria-Geral de Justiça identificar acessos irregulares aos sistemas judiciais.

O delegado Leandro Almeida disse que os criminosos, que já respondem por outros crimes como do falso advogado, agora serão novamente indiciados pelas invasões nos sites da Justiça.

“Essa organização, eu posso afirmar, ela se acabou hoje. Eles vão responder por fraude eletrônica, estelionato também, além do próprio crime correspondente à formação de uma organização criminosa.

Procurada, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais informou que foi instaurado um procedimento interno para apurar administrativamente a soltura dos detentos por meio de alvarás falsos. Já o Tribunal de Justiça de Minas Gerais afirmou que, desde a identificação da fraude, os órgãos de segurança estaduais e federais foram acionados e as ordens de soltura foram imediatamente canceladas.



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