Grupos de mídia processam Trump por projeto de cobrar por acesso antecipado à postagens

Dois grupos de mídia dos Estados Unidos processaram nesta quarta-feira (12) o presidente Donald Trump por sua decisão de cobrar pelo acesso antecipado às suas postagens no Truth Social, que frequentemente influenciam o mercado.
O processo, movido em Nova York pelo The Intercept e pela Freedom of the Press Foundation, afirma que o esquema é ‘extraordinário, corrupto e inconstitucional’.
A empresa de Trump, Trump Media & Technology Group, detentora do Truth Social, a rede social criada pelo republicano, criou um serviço pago para fornecer a empresas, bancos e corretoras um acesso antecipado a publicações do presidente dos Estados Unidos. Os posts de Trump na rede frequentemente impactam os mercados globais.
Chamado de ‘Truth API’, essa iniciativa vai entrar a clientes que comprarem, segundo um porta-voz, publicações das contas mais influentes de forma mais rápida, através de uma tecnologia do próprio feed.
Segundo a Trump Media, essa iniciativa iria retirar todo o trabalho manual de monitoramento, já que a informação já viria antecipadamente.
Entre anúncios que Trump já realizou em seu perfil estão tarifas, restrições comerciais contra países, anúncio de reuniões, publicações sobre comércio e mais, se tornando uma ferramenta influente para os investidores.
Kevin McGurn, CEO interino da Trump Media, declarou à agência de notícias Reuters que isso vai ‘criar muitos atritos para aqueles que não vierem até nós diretamente’.
‘Os mercados já reagem às publicações do Truth Social… À medida que a adoção cresce, esperamos que a API do Truth se torne uma fonte de receita significativa e contínua para a empresa’, complementou.
Trump publicou no Truth Social: ‘Todos devemos orar por Charlie Kirk’ — Foto: Reprodução
O lançamento foi em 1º de agosto, mas, de acordo com a empresa, algumas ferramentas de investimento já tiveram cadastro antecipadamente.



