Base governista defende desfile da Acadêmicos de Niterói e rebate críticas de oposição

Integrantes da base governista apostaram em reagir às críticas feitas ao governo após o desfile da Acadêmicos de Niterói levar uma ala intitulada “neoconservadores em conserva”, no desfile em homenagem ao presidente Lula. Aliados defenderam que a escola exerceu a liberdade artística e que o Carnaval é espaço de memória e reflexão, rebatendo acusações de desrespeito religioso feitas por parlamentares da oposição. A deputada Jandira Feghali classificou o desfile como “emocionante e necessário” e afirmou que a agremiação transformou a avenida em um ato de arte e consciência ao retratar a trajetória de um retirante nordestino. Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães, disse que a escola converteu memória em reconhecimento popular, destacando que a história, quando cantada pelo povo, ganha força.
Em diferentes manifestações da oposição, parlamentares disseram que vão denunciar a escola por intolerância religiosa ao MP do Rio. Além disso, outras ações correm no TSE para apurar suposta propaganda antecipada e uso de dinheiro público. Mas, segundo apuração do jornal O Globo, o Palácio do Planalto decidiu reagir ao que considera ataques impulsionados nas redes sociais. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que há indícios de impulsionamento de publicações críticas ao governo e ao presidente e que o caso pode configurar crime eleitoral. Ele disse que o governo não interferiu no desfile e que eventual medida judicial caberá ao PT.
Ainda de acordo com O Globo, a direção do partido faz um levantamento para identificar postagens patrocinadas e avalia ingressar com representação no Tribunal Superior Eleitoral. A preocupação com impulsionamentos também aparece em uma minuta em análise na Corte. Nos bastidores, aliados defendem que o governo faça gestos ao eleitorado evangélico após a repercussão da ala “neoconservadores em conserva”, criticada por frentes parlamentares religiosas.








