Caiado critica condução de Fachin em sessão extraordiária do STF sobre Alexandre de Moraes

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, criticou a condução do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na sessão de ontem em que os ministros deveriam votar se abriam – ou não – um inquérito contra Alexandre de Moraes.
Após um almoço com empresários de várias áreas em São Paulo, Caiado disse que a atuação do presidente do STF acabou expondo a Suprema Corte e minando ainda mais a credibilidade do Poder Judiciário.
Ontem, a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal foi encerrada sem uma definição sobre como serão julgados os casos do ministro Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A princípio, a sessão julgaria se o ministro Alexandre de Moraes deve ou não ser investigado por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Mas, o ministro Gilmar Mendes pediu uma questão de ordem, propondo adiar o julgamento e analisar em conjunto os relatórios com informações da Polícia Federal sobre Moraes e também sobre André Mendonça, que seria julgado na semana que vem.
Na agenda de hoje, Caiado ainda criticou o presidente Lula diante da crise que atinge o Supremo. Ele disse que o mandatário deveria fazer um pronunciamento à nação para tentar apaziguar o país. Para ele, no entanto, Lula não tem condições de fazer isso por não ter as ‘mãos limpas’.
O ex-governador de Goiás também criticou Flávio Bolsonaro, dizendo que ele não seria uma alternativa a Lula nessa situação porque ele próprio é investigado dentro do escândalo do Banco Master e também das apurações sobre o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato.
Caiado disse ainda que, entre os temas discutidos com jovens empresários durante o almoço, estava justamente o da insegurança jurídica, que surge com a crise do STF.
Também foi abordado o que Caiado chamou de ‘nível desenfreado’ das taxas de juros, atualmente em 14%, e de como o cidadão não tem como viver dessa forma. Segundo ele, por desespero, o brasileiro acaba recorrendo às bets e aumentando o endividamento.
O candidato do Missão, Renan Santos, que cumpriu agenda no Paraná, também falou sobre a sessão do STF que deveria julgar a abertura do inquérito contra Moraes. Renan disse que os ministros envolvidos no escândalo do Banco Master não deveriam ser apenas afastados, mas irem direto para a prisão.
Para jornalistas, o candidato defendeu ainda uma reforma no Judiciário, dizendo que, se eleito, vai impor um sistema de contra-peso, em que o Senado consiga fiscalizar a Suprema Corte.



