Campanha vai informar passageiros sobre fim do pagamento em dinheiro nos ônibus do Rio

A Prefeitura do Rio vai iniciar uma campanha informativa nos ônibus municipais para avisar os passageiros sobre o fim do pagamento em dinheiro dentro dos veículos. A ação vai incluir a fixação de banners nos coletivos, com alerta sobre o prazo para o início da operação sem dinheiro a bordo, marcado para o dia 30 de maio.
A medida foi detalhada, nesta quinta-feira (14), durante coletiva sobre as mudanças no sistema de bilhetagem. Antes de a nova regra valer para todos os ônibus municipais do Rio, uma linha já vai começar a operar sem pagamento em dinheiro a bordo.
A partir das 5 da manhã deste domingo, a linha 634, que liga o Bananal, na Ilha do Governador, ao Santos Dumont, vai passar a ser operada pela Mobi-Rio e aceitará apenas Jaé ou Riocard. A linha vai ter 25 ônibus climatizados e operação 24 horas.
A presidente da Mobi-Rio, Cláudia Secin, disse que a troca foi decidida por causa da má qualidade do serviço prestado pela atual operadora. Ela reforçou que a operação da 634 vai seguir o modelo das conexões BRT, que já funcionam sem dinheiro desde 2024.
“A 634, que faz o trajeto Saens Peña – Bananal, começa domingo, às 5 horas da manhã, aceitando apenas o Jaé. O ponto ali na Saens Peña, na Rua Abelardo Barbosa, do lado do Tijuca, termina lá no Bananal. Ela também inicia a operação pela Mobi-Rio a partir de domingo, apenas aceitando cartão Jaé ou cartão Riocard para quem os utiliza.”
O trajeto passa por pontos importantes da cidade, como Fundão, Benfica, São Cristóvão e Rodoviária.
A Prefeitura reforçou, no entanto, que o dinheiro vai continuar sendo aceito no sistema, mas fora dos veículos. Quem quiser pagar em espécie vai precisar comprar ou recarregar o cartão antes do embarque. A recarga vai poder ser feita em máquinas de autoatendimento, bilheterias do BRT e pontos credenciados do Jaé, como ressaltou o prefeito Eduardo Cavaliere.
“A mudança de passarmos a não aceitar dinheiro dentro dos ônibus não significa não aceitar dinheiro no sistema de ônibus municipal. Isso é primordial para deixar bem claro para a população. [A circulação de numerário acaba] prejudicando a qualidade do sistema, aumentando o tempo de parada, diminuindo a previsibilidade da circulação das linhas e aumentando a insegurança dentro dos coletivos. Então, a não circulação de dinheiro é, especificamente, dentro dos ônibus.”
O secretário municipal de transportes, Jorge Arraes, reforçou que as máquinas de autoatendimento aceitam recargas a partir de 2 reais, que é a menor nota em circulação no país. Com isso, um passageiro que tenha saldo incompleto no cartão verde vai conseguir colocar um valor baixo para completar a tarifa antes de entrar no ônibus.
A Prefeitura também informou que há mais de dois mil pontos credenciados de recarga do Jaé e que o município vai acompanhar, dia a dia, a procura por esses pontos até o dia 30 de maio. Se houver necessidade, a Prefeitura poderá ampliar o número de máquinas ou reforçar as ações de informação para a população.
Para os moradores que usam integração, a regra permanece ligada ao cartão preto ou ao QR Code gerado pelo aplicativo. Quem quiser usar o Bilhete Único Carioca ou o Bilhete Único Margaridas vai precisar ter cadastro no Jaé.
O cartão verde vai continuar funcionando, mas apenas para viagens sem integração. Ele também vai seguir como opção para turistas e passageiros que fazem deslocamentos pontuais pela cidade. A Prefeitura também foi questionada sobre passageiros que relatam dificuldades para pedir o cartão preto pelo aplicativo.
A explicação dada foi que muitos usuários já podem ter solicitado o cartão anteriormente e não fizeram a retirada. Nesses casos, a orientação é procurar os canais de atendimento do Jaé ou os pontos presenciais.
Sobre a possibilidade de os validadores aceitarem cartão de crédito no futuro, como já acontece no metrô, a Prefeitura não deu prazo. Cavaliere afirmou que o foco, neste momento, é explicar as regras que passam a valer no dia 30 de maio.








