Carla Zambelli pede ao STF para vir ao Brasil sem ser presa e votar no primeiro turno das eleições

A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli entrou no STF com um pedido de habeas corpus preventivo para obter um salvo-conduto que permita a entrada no Brasil sem ser presa. Segundo a defesa, ela pretende retornar ao país em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, para votar, e deixar o Brasil novamente em 5 de outubro.
No documento, o advogado explica que a mãe de Zambelli, Rita Zambelli, é candidata a deputada federal por São Paulo. Segundo o advogado Eduardo Mauricio, que assumiu os processos de extradição de Zambelli na Itália, afirma que o pedido busca garantir a entrada no Brasil, o exercício do voto e o retorno à Itália, sem prisão durante esse período. A defesa diz que a intenção é exercer o direito político presencialmente, e inclusive votar na própria mãe.
A deputada cassada Zambelli tem duas condenações no Brasil: a dez anos de prisão pelo ataque aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e pela inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes; e a cinco anos e três meses pelo episódio em que apontou uma arma para um homem em São Paulo.
No ano passado, Moraes decretou a prisão preventiva da ex-deputada depois que ela deixou o país e determinou a inclusão do nome dela na lista de difusão vermelha da Interpol. Em maio, a Justiça italiana rejeitou um pedido de extradição e determinou a soltura de Zambelli. Em julho, a Corte Suprema de Cassação anulou outra decisão favorável à extradição e determinou uma nova análise do caso, que ainda está pendente.
No novo pedido ao Supremo, a defesa também solicita a suspensão da execução das condenações até o julgamento de uma ação sobre supostas irregularidades na troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, ou até nova decisão do Supremo. Os advogados citam ainda decisões da Justiça italiana sobre o processo de extradição.



