janeiro 8, 2026

China reage com cautela à ofensiva dos EUA na Venezuela e avalia próximos passos, diz Marcelo Ninio

A China acompanha com cautela os acontecimentos na Venezuela, após a ofensiva dos Estados Unidos que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro e na imposição de restrições sobre as reservas de petróleo do país sul-americano.
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Em entrevista ao Jornal da CBN, Marcelo Ninio, colunista do jornal O Globo e colaborador do quadro Pelo Mundo, da CBN, explicou que a Venezuela era o principal parceiro da China na América Latina, e agora eles estão avaliando os próximos passos.
“Eles estão em compasso de espera, não só um parceiro ideológico, mas também um parceiro econômico. A China investiu e emprestou bilhões nas últimas décadas, então a China está em compasso de espera. Por enquanto houve uma dura condenação por parte do governo chinês e houve já um contato entre o governo chinês e o ministro do exterior da Venezuela.”
Apesar da crise, Ninio considera pouco provável que haja mudanças significativas na política chinesa para a América Latina. De acordo com ele, as parcerias da China na região são predominantemente econômicas.
“As parcerias da China na América do Sul, América Latina em geral, são parcerias principalmente econômicas, parcerias que interessam aos países da América Latina. O Brasil, por exemplo, tem na China o maior parceiro comercial. Alguém pode dizer que existe alguma afinidade política, ideológica entre os governos, mas a afinidade principal é econômica e assim acontece com vários países da América Latina. Muitos dos países da América do Sul têm na China o principal parceiro comercial.”
Quanto à questão de Taiwan, o jornalista destaca que Pequim mantém a postura de que se trata de um assunto interno.
“Taiwan é um assunto interno da China, então não existe, digamos, uma alteração da ordem internacional, do direito internacional, porque Taiwan não faz parte de uma questão internacional para a China. É uma questão interna e eles repetem isso sempre.”



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