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Cientistas descobrem dois planetas gigantes mais leves que um algodão-doce

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junho 25, 2026
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Cientistas descobrem dois planetas gigantes mais leves que um algodão-doce


Um grupo de astrônomos descobriu, através de observações, dois planetas gigantes que são mais leves que algodão-doce. O tamanho? Praticamente igual ao de Júpiter.

Eles orbitam uma estrela a 1.110 anos-luz de distância e são os maiores exoplanetas já encontrados com essa densidade tão pequena. Por isso, George Dransfield, da Universidade de Oxford, destaca que esses são os planetas mais leves conhecidos de seu tamanho.

Ele está na equipe que publicou um artigo sobre nessa quarta-feira (24) para o Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

‘Esses dois planetas têm densidades comparáveis ​​a uma boa porção de espuma de barbear, recém-saída da lata’, disse Dransfield em um e-mail para a Associated Press.

O cientistas tem uma suspeita que esses planetas sejam brancos ou azuis, dependendo das nuvens no céu.

Os planetas provavelmente são compostos principalmente de hidrogênio e hélio, embora sejam necessárias observações de acompanhamento pelo Telescópio Espacial Webb da NASA para confirmar sua composição química.

A detecção ocorreu atrás do satélite da Nasa Tess ao longo dos últimos anos. Os pesquisadores estudaram as órbitas dos planetas usando telescópios na Terra para determinar sua densidade, a uma distância de 1.110 anos-luz. Um ano-luz equivale a quase 6 trilhões de milhas.

Em 2024, pesquisadores descobriram um planeta superintenso a 1.200 anos-luz da Terra, o chamando de ‘mistério cósmico’.

Júpiter, em comparação, é até 35 vezes mais denso do que esses dois.

Os planetas, além disso, possuem tambémórbitas excepcionalmente longas, com um levando 139 dias e o outro 232 dias para orbitar a estrela hospedeira, informou a NASA em um comunicado.

Os especialistas acreditam que esses exoplaentas se formem ao redor do disco de gás e poeira em torno de uma estrela recém-nascida, onde há mais gás do que poeira. Eles perdem grande parte do material ao longo do tempo, reduzindo-se ainda mais.

‘O principal motivo pelo qual esses planetas são interessantes de estudar é que não esperávamos vê-los. Eles representam um enigma para nós sobre como planetas gigantes como Júpiter e os superplumas se formam’, disse Jon Jenkins, chefe científico do Centro de Operações de Processamento Científico do Centro de Pesquisa Ames da NASA, no Vale do Silício.

A NASA contabilizou atualmente quase 6.300 planetas fora do nosso sistema solar confirmados. Porém, menos de 40 possuem essa baixa densidade.



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