Cinco réus aguardam julgamento por envolvimento no assassinato do contraventor Fernando Iggnácio

Apesar da condenação do ex-PM Rodrigo Silva das Neves por envolvimento no assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, em 2020, o caso ainda não está encerrado: outros cinco réus continuam respondendo a ações penais na Justiça fluminense, entre eles o bicheiro Rogério de Andrade.
Após dois dias de julgamento, o ex-PM Rodrigo das Neves foi condenado por homicídio triplamente qualificado a uma pena de 32 anos, 9 meses e 18 dias, o que representa um avanço em um dos processos mais complexos ligados à disputa pelo controle do jogo do bicho no Rio.
Fernando Iggnácio foi morto em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, após desembarcar de um helicóptero vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde. As investigações apontam que o crime estaria relacionado a uma disputa por influência no jogo do bicho e em outras atividades ilícitas associadas ao grupo ligado a Castor de Andrade.
Além da condenação de Rodrigo Silva das Neves, a Justiça mantém três frentes de julgamento envolvendo outros cinco acusados.
Os irmãos Pedro e Otto D’Onofre Cordeiro, que seriam julgados com o ex-PM, tiveram o júri adiado após a troca da defesa, e ainda não há nova data definida. Os dois discordaram da estratégia dos advogados e dispensaram a equipe.
Márcio Araújo de Souza responde em processo separado, sem previsão de julgamento.
O bicheiro Rogério de Andrade é apontado como suposto mandante do assassinato. Em outra frente, ele e Gilmar Eneas Lisboa, acusado de monitorar a vítima antes da execução, também respondem à Justiça. Rogério está preso desde 2024 e teve pedidos de liberdade negados pelo STF.
Segundo o Ministério Público, o homicídio foi articulado de forma estruturada, com divisão de funções entre mandantes, intermediários e executores. Os cinco réus devem ser julgados nos próximos meses.








