Colombianos vão às urnas para eleger sucessor de Gustavo Petro em meio à polarização

A população da Colômbia vai às urnas neste domingo para escolher o presidente que vai substituir Gustavo Petro. O pleito é marcado por casos de violência e polarização política. Ao todo, 11 candidatos disputam o primeiro turno.
Três candidatos aparecem como favoritos para a disputa presidencial: o esquerdista Iván Cepeda, apoiado por Petro; o ultradireitista Abelardo de la Espriella; e a senadora conservadora Paloma Valencia.
Segundo as pesquisas, nenhum deles deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno.
Com isso, a expectativa é de que haja um segundo turno, no dia 21 de junho.
Cepeda, que lidera as pesquisas, promete dar continuidade às políticas sociais do governo Petro.
A gestão de esquerda recebeu a economia fragilizada pela pandemia, mas conseguiu aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
As medidas, no entanto, ampliaram o déficit fiscal e levantaram preocupações sobre a capacidade do governo de financiar programas sociais.
A economia não aparece entre as maiores preocupações dos eleitores: 40% apontam a segurança pública como o principal problema no país.
É nesse cenário que os oposicionistas ganham força na disputa.
O advogado Abelardo de la Espriella é um líder da ultradireita e declara alinhamento a políticos como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; e o líder de El Salvador, Nayib Bukele
Ele defende uma abordagem linha-dura no combate a guerrilhas.
A senadora Paloma Valencia também defende uma atuação mais dura contra o conflito armado e, no campo ideológico, defende pautas conservadoras, sendo contra o aborto e adoção de crianças por casais homossexuais.
Se for eleita, será a primeira mulher a comandar o país.
Petro está no poder desde 2022 e o país não permite reeleição.



