Coreia do Norte afirma que exercício com munição real do país demonstrou 'enorme poder destrutivo'

A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (14) ter realizado um exercício conjunto com munição real, envolvendo mísseis, artilharia e drones, que, segundo o país, demonstrou um ‘enorme poder destrutivo’.
O teste teve em seu arsenal o disparo simultâneo de diferentes tipos de armas, com o objetivo de desenvolver a capacidade de sobrecarregar as defesas aéreas da Coreia do Sul.
Especialistas afirmam que a Coreia do Norte não está diminuindo o ritmo de seus testes militares, mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter reduzido recentemente um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul, numa aparente tentativa de reatar as relações diplomáticas com o líder Kim Jong Un.
A Agência Central de Notícias da Coreia do Norte, órgão oficial de notícias do país, afirmou que o exercício de sábado teve como objetivo praticar as operações de um sistema integrado de controle de armas.
Imagens do exercício da Coreia do Norte. — Foto: Divulgação/Ministério da Defesa da Coreia do Norte
As forças armadas da Coreia do Sul informaram anteriormente que detectaram lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance na área costeira de Wonsan, no leste da Coreia do Norte.
Após observar o exercício de tiro, o marechal norte-coreano Pak Jong Chon afirmou que o treinamento ‘aprimoraria o nível de especialização para desmantelar as forças armadas inimigas, tanto organizacional quanto estruturalmente, assim que uma ordem fosse emitida’.
Ele acrescentou que os sistemas de armas mobilizados demonstraram ‘o enorme poder destrutivo do fogo concentrado’, segundo a KCNA.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul afirmou que vários mísseis disparados no sábado percorreram cerca de 250 quilômetros em direção às águas orientais da Coreia do Norte. As distâncias de voo indicam que as armas foram projetadas para atingir alvos na Coreia do Sul, incluindo bases militares americanas.
O exercício de lançamento, que incluiu os primeiros lançamentos públicos de mísseis balísticos da Coreia do Norte em cerca de três semanas, ocorreu um dia depois de os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão terem concluído um exercício militar trilateral que a Coreia do Norte considera uma provocação.
Em agosto, Trump ordenou ao Pentágono que ‘reduzisse substancialmente’ um importante exercício militar bilateral com a Coreia do Sul, citando o que chamou de bom relacionamento com Kim. Mas a Coreia do Norte rejeitou a proposta de Trump, afirmando que encurtar o exercício não alterava sua ‘natureza provocativa e agressiva’.
O exercício Ulchi Freedom Shield terminou seis dias antes do previsto.
Kim afirmou no início deste ano que poderia retomar as negociações se os EUA abandonassem sua ‘política hostil’ contra seu país e respeitassem o que ele chama de status da Coreia do Norte como um Estado nuclear.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca



