Defesas Civis avaliam impactos de rompimento de dique da Vale entre Congonhas e Ouro Preto

As Defesas Civis de Congonhas e Ouro Preto, na região Central de Minas, avaliam os impactos do extravasamento de água e sedimentos da cava da mina de Fábrica, da Vale, que fica entre as duas cidades. Não há registro de vítimas, mas o líquido que vazou da estrutura atingiu a mina vizinha da CSN, Companhia Siderúrgica Nacional. A região é uma das mais atingidas pelas fortes chuvas nos últimos dias, com volumes acima de 100 milímetros, e está com alerta de risco pelo Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia.
Segundo informações preliminares, a água teria atingido o escritório, oficinas e almoxarifado da CSN, gerando a interrupção das operações. Por conta disso, cerca de 200 trabalhadores foram retirados da empresa preventivamente.
Em nota, a Vale confirmou o incidente na madrugada deste domingo e afirmou o fluxo de água alcançou algumas áreas da mineradora vizinha. Porém, pessoas e a comunidade de Pires, que fica na região, não foram afetadas.
Ainda, conforme a empresa, como é praxe nessas situações, os órgãos competentes foram comunicados e, neste momento, a Vale prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.
Por fim, a Vale reforçou que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e que são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.
A CBN também procurou a CSN, as prefeituras das duas cidades e a Agência Nacional de Mineração e aguarda os posicionamentos.
A cidade de Congonhas concentra 24 barragens de rejeitos, algumas em processo de descaracterização.
O incidente envolvendo a estrutura da Vale em Ouro Preto, neste domingo, ocorreu no mesmo dia em que o rompimento da barragem de Brumadinho, da mesma mineradora, completa 7 anos.







