Diretor da PF exalta Gabriel Galípolo e cooperação do BC no Caso Master

Em meio ao avanço das investigações do Banco Master contra políticos e autoridades em Brasília, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, saiu em defesa da corporação, dizendo que não há perseguição ou direcionamento político nas investigações da PF.
Andrei ainda aproveitou a fala para fazer um elogio público ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no caso do Banco Master. Segundo Andrei, sem a atuação de Galípolo, a investigação do caso não teria avançado.
O discurso foi feito em uma cerimônia para celebrar os 82 anos da PF. A fala ocorre em meio ao avanço do Caso Master, com a possibilidade de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, que atingiria políticos no Congresso e até ministros do STF, e após a PF ter pedido a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva – o Lulinha – filho mais velho do presidente da República.
Andrei, que estava acompanhado do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, disse que o presidente da república e os ministros da Justiça que passaram pela pasta sempre asseguraram isenção ao trabalho da PF. Andrei lamentou ataques à corporação e disse que as apurações não tem motivação política.
‘Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nossa gestão jamais houve direcionamento de qualquer atuação ou investigação. A Polícia Federal não protege e nem percebe. Aqui a gente trabalha, e muito, com isenção. Investigação que descontinua uma fraude bilionária no sistema financeiro, se não houvesse a cooperação com o Banco Central, certamente não chegaríamos aos resultados que alcançamos. A coragem e a capacidade técnica do presidente Gabriel Galipo para fazer as coisas certas, com estrita convenção e legalidade, permitiram o avanço consistente das investigações’.
O diretor-geral da PF também elogiou o chefe do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, que estava presente na cerimônia. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes restringiu o compartilhamento de informações do órgão. Segundo Andrei, Ricardo Saadi, tem compromisso com a coisa pública e atua com seriedade e competência à frente do Coaf.








