Em SP, debate é marcado pela nacionalização da disputa pelo governo

A cinco dias do primeiro turno, o debate da Globo entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad foi marcado pela nacionalização da disputa pelo governo de São Paulo. Nas considerações finais, Tarcísio declarou que o candidato dele à Presidência é Flávio Bolsonaro e defendeu o alinhamento do estado com o governo federal. Haddad chamou Flávio de ameaça ao país e defendeu o presidente Lula.
O tom nacional apareceu ao longo de toda a noite. Tarcísio aproveitou o fato de o adversário ter sido ministro da Fazenda para cobrar dele o endividamento de famílias e empresas e acusou o governo Lula de negacionismo fiscal. Haddad respondeu com a herança do governo Bolsonaro, disse que obras de metrô dependem de dinheiro federal e chegou a perguntar se o adversário queria um Milei no Brasil.
A segurança pública abriu o debate e rendeu os momentos mais tensos. Haddad cobrou o governador sobre a presença do Comando Vermelho no estado e o avanço do PCC nas instituições. Tarcísio citou a queda nos indicadores de criminalidade. Os dois trocaram acusações sobre palanques: Haddad disse que Tarcísio pediu voto para os filhos de Milton Leite, e Tarcísio devolveu dizendo que Haddad dividiu palanque com uma liderança do PCC.
As privatizações dominaram o último bloco. Haddad atacou a venda da Sabesp, citou mortes em obras da companhia e prometeu acabar com a onda de privatizações. Tarcísio lamentou os acidentes e disse que São Paulo vai universalizar o saneamento antes do resto do país. Na saúde, Haddad afirmou que a fila do SUS não anda, e Tarcísio disse que a espera por cirurgias caiu. Na educação, Haddad cobrou a queda de São Paulo no Ideb do ensino médio, e Tarcísio admitiu recuo no ensino integral, mas disse que o modelo voltou a crescer.
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