Empréstimo do BRB: após impasse no STF, GDF e União decidem manter negociação de R$ 6,6 bi

Terminou sem decisões e sem avanços práticos a reunião de conciliação convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (13), para tentar destravar o empréstimo destinado a salvar o Banco de Brasília. O encontro foi mediado pelo ministro Luiz Fux e reuniu representantes do governo do Distrito Federal, do governo federal, do BRB e de outros órgãos envolvidos na negociação.
Apesar do impasse, tanto o governo do Distrito Federal quanto o governo federal sinalizaram que pretendem manter as negociações e continuar tentando cumprir o acordo homologado pelo Supremo em maio.
A reunião foi marcada depois que o GDF acusou a União e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de não avançarem na liberação dos recursos. O acordo prevê um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB, com recursos do FGC.
No encontro desta quinta, as partes concordaram em manter a mesa de conciliação e continuar discutindo o crédito.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, voltou a cobrar uma solução dos órgãos federais. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, respondeu às críticas e afirmou que o governo federal não criou o problema e está empenhado em ajudar a encontrar uma solução.
Outro ponto de impasse é a situação financeira do BRB. Bancos envolvidos na negociação querem que seja divulgado o balanço financeiro antes de avançar com o empréstimo. A preocupação é que as instituições não querem assumir o papel de avalistas de um banco que está há mais de um ano sem divulgar o balanço.
Em entrevista após a reunião, Celina Leão foi questionada sobre a divulgação dos números do BRB. A governadora afirmou que o BRB deve divulgar o balanço depois que o acordo for cumprido.



