abril 12, 2026

Endividamento das famílias vira novo campo de disputa entre governo Lula e Flávio Bolsonaro


Depois do discurso voltado ao enfrentamento de violência contra as mulheres, o endividamento das famílias brasileiras virou o centro da disputa política em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, fez duras críticas à política econômica atual. Enquanto isso, o governo federal prepara um pacote de socorro que pode injetar bilhões na economia para ajudar quem está no vermelho.

Em um vídeo nas redes sociais, neste domingo, Flávio Bolsonaro afirmou que a crise é grave porque atinge 80 milhões de pessoas e responsabilizou o governo Lula pelos juros altos. Ele também criticou a regulamentação das apostas esportivas, as “bets”, sancionada no fim de 2023, apontando o setor como um agravante para a crise financeira das famílias.

“Isso representa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não está conseguindo pagar nem as contas de água e luz. Não tem dinheiro para o básico, para o mínimo. Tem gente parcelando o arroz, o feijão no cartão de crédito. O governo Lula diz que dá o gás e tira a comida. Como o governo do PT gasta mais do que a arrecada e aumenta impostos para arrecadar ainda mais custas do suor do trabalhador brasileiro, a taxa de juros no Brasil é uma das maiores no mundo”.

Do outro lado, a reação do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da presidência, foi imediata. Apesar de ter admitido problemas, ele disse à CBN que Flávio Bolsonaro não tem moral para falar sobre o tema. E acusou o pré-candidato à presidência de espalhar notícias falsas.

‘Olha, primeiro que a gente vê uma grande cara de pau do senador Flávio Bolsonaro, porque ele usa imagens do governo do pai dele, da fila do osso, do povo catando lixo para poder comer, usa isso para atacar o governo Lula, usa fake news na rede social. E vamos combinar, esse tema do endividamento é um tema que vem de longa data do povo brasileiro, mas, se olhar qualquer índice econômico e comparar do governo do pai do Flávio Bolsonaro com o governo do presidente Lula, não tem comparação possível’.

O governo corre para apresentar soluções especialmente para a população de baixa renda e pequenos empresários. Boulos confirmou que Lula anunciará um pacote para reduzir o endividamento nas próximas semanas e chamou as altas taxas de juros de “extorsivos de agiotagem”.

Que deve conter a liberação de R$ 7 bilhões de reais do FGTS para beneficiar 10 milhões de trabalhadores que tiveram valores retidos pela Caixa após serem demitidos porque haviam optado pelo saque-aniversário; além da renegociação com os Bancos de dívidas de até um ano, com a troca de débitos muito caros, como os oriundos do rotativo do cartão de crédito, por mais baratos com a redução dos juros com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Para o cientista político Alexandre Bandeira, a queda de braço explicita a tentativa de atrair para si uma massa importante da população que pode ser decisiva no resultado das eleições.



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