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EUA negam tentativa de interferência nas eleições após Brasil barrar entrada de diplomatas

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julho 26, 2026
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EUA negam tentativa de interferência nas eleições após Brasil barrar entrada de diplomatas


Em nota, um porta-voz do Departamento de Estado classificou como “mentira sem fundamento” as alegações de que a visita buscaria desacreditar o sistema eleitoral brasileiro. Segundo o comunicado, a agenda fazia parte das atividades regulares do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL).

Os diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente do DRL, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto do órgão, tinham viagem prevista a Brasília entre os dias 27 e 30 de julho.

De acordo com o governo americano, a programação incluía encontros com integrantes do governo brasileiro, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para tratar de temas como integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão.

“Qualquer insinuação de que a visita seria uma ‘manobra’ para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira sem fundamento. Tratava-se de uma visita de rotina, em conformidade com as atribuições legais do DRL”, afirmou o porta-voz do Escritório de Imprensa do Departamento de Estado.

A tentativa de enviar os representantes de Trump ao Brasil veio à tona na mesma semana em que Flávio Bolsonaro pediu a diplomatas estrangeiros que mandassem observadores internacionais para acompanhar as eleições.

O pré-candidato havia voltado a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas, citando de forma equivocada uma empresa venezuelana que, segundo o próprio TSE já esclareceu em 2018, nunca forneceu as urnas do Brasil.

A manifestação dos Estados Unidos ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) recusar os pedidos de visto dos dois diplomatas. Os nomes de Barnes e Samson foram citados em reportagem do jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia que levantaria questionamentos sobre a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

A decisão do governo brasileiro foi tomada na sexta-feira (24), antes da publicação da reportagem.

A viagem estava prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais, marcadas para 4 de outubro. Segundo informações divulgadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, do portal g1, o governo brasileiro foi alertado sobre o caráter considerado “inusitado” da missão e decidiu negar a entrada dos diplomatas no país.

Fontes da diplomacia brasileira afirmam que o Brasil tradicionalmente recebe observadores internacionais durante as eleições. No entanto, a avaliação do governo é que os representantes americanos não atuariam como observadores eleitorais, mas teriam outro objetivo durante a visita.



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