março 25, 2026

EUA vai enviar mais mil soldados para o Oriente Médio, diz TV americana


O governo dos Estados Unidos planeja enviar mais cerca de mil soldados americanos da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército para o Oriente Médio nos próximos dias. A informação é da rede de TV CNN segundo fontes próximas ao assunto.

Com isso, os EUA aumentariam o poderio militar na região, já que outros cerca de três militares também estão a caminho. Em meio a isso, o presidente Donald Trump afirmou estar em negociações com o governo do Irã.

O contingente inclui o major-general Brandon Tegtmeier, comandante da 82ª Divisão Aerotransportada, e membros do estado-maior da divisão, bem como um batalhão da 1ª Brigada de Combate, que atualmente atua como Força de Resposta Imediata da divisão.

Os primeiros elementos do estado-maior da divisão e do batalhão devem começar a ser mobilizados dentro de uma semana. Outros elementos da brigada também devem ser mobilizados posteriormente, embora essas expectativas possam mudar conforme a situação se desenvolva.

Autoridades americanas aprovaram ordens de mobilização por escrito na noite de terça-feira (24), segundo uma segunda fonte familiarizada com o assunto.

A brigada será a ‘unidade de prontidão’ no Oriente Médio, preparada para ser acionada se necessário, disse a fonte. A 82ª Divisão Aerotransportada fez um movimento semelhante em 2020, após o assassinato do comandante iraniano Qasem Soleimani.

O presidente Donald Trump afirmou na segunda-feira (23) que os Estados Unidos e o Irã chegaram a 15 pontos de acordo nas conversas para pôr fim ao conflito e que o Irã ‘gostaria muito’ de fechar um acordo.

O Irã havia negado a existência de qualquer diálogo com os EUA, mas na terça-feira, uma fonte iraniana disse à própria CNN que havia ‘aproximação’ entre os dois países e que o Irã estava disposto a ouvir propostas ‘sustentáveis’ para encerrar a guerra.

Irã afirma que não negociará com os EUA por ‘falta de confiança’ na diplomacia americana

Em posse de novo secretário de Segurança, Trump diz que negociações com Irã estão em curso: ‘falando com as pessoas certas’ — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Irã disse nesta quarta-feira (25) que não negocia e nem negociará com os Estados Unidos porque não é possível confiar na diplomacia americana. A afirmação é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, primeira grande autoridade do governo iraniano a comentar abertamente sobre o tema.

Ele rejeitou os esforços de mediação, citando a traição à diplomacia quando o Irã foi atacado duas vezes durante negociações nucleares anteriores, antes do início do conflito.

Baghaei disse que o Irã não pode confiar na diplomacia americana e que as forças armadas iranianas estão focadas na defesa do território do país. Ele reconheceu que vários países, incluindo o Paquistão, ofereceram mediação, mas enfatizou que o Irã está sob bombardeio constante.

‘Temos uma experiência catastrófica com a diplomacia americana. Fomos atacados duas vezes em um intervalo de nove meses, enquanto estávamos em meio a um processo de negociação para resolver a questão nuclear. Isso foi uma traição à diplomacia – uma expressão agora amplamente usada no Irã – e aconteceu não uma, mas duas vezes. Ninguém pode confiar na diplomacia americana. Nossas bravas forças armadas estão atualmente focadas em defender o território e a soberania do Irã contra esta guerra brutal e ilegal’, declarou.

O porta-voz ainda declarou que os ataques militares americanos partiram de bases em países do Golfo Pérsico e que o Irã está exercendo seu direito à autodefesa, conforme o Artigo 51 da Carta da ONU.

Na entrevista, ele também explica que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, é o responsável pela diplomacia externa do Irã.

‘O Presidente do Parlamento, Sr. Ghalibaf, é um político de alto escalão que atua dentro dos mandatos e atribuições conferidos pela Constituição. A divisão de trabalho entre nossas autoridades é clara e transparente. No momento, estamos 100% focados em defender a soberania e o território do Irã contra esses ataques brutais’.

Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan. — Foto: Reprodução



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