março 8, 2026

Família de brasileiro morto por policiais nos EUA nega que ele estivesse armado


A família do brasileiro Gustavo Guimarães, morto por policiais no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, na última terça-feira, nega que a vítima estava armada e afirma que os agentes de segurança o executaram em vez de socorrê-lo.

Gustavo tinha um histórico de sofrimento mental. Entretando, por ser adepto de tratamentos holísticos, se recusava a procurar um médico. No dia da morte, a mãe dele, uma professora que não quis se identificar por medo de represálias, chamou o serviço de assistência social da cidade para tentar convencê-lo a aceitar atendimento médico. Os dois estavam no estacionamento de um supermercado, dentro do carro.

Em entrevista à CBN, a mãe disse que as duas conselheiras demonstraram medo de Gustavo, que, segundo ela, estava calmo, mas tinha aparência de estrangeiro. Uma das profissionais chamou a polícia, enquanto a outra convenceu a professora a entrar em uma ambulância. Enquanto a mãe recebia atendimento dos paramédicos, os policiais atiraram quatro vezes no filho dela. A mulher acredita que os agentes se assustaram porque Gustavo, ao concordar em acompanhá-los para outra ambulância, pegou uma mochila da qual ele não se separava.

“Ele foi para pegar mochila para ir e alguns dos policiais, que não tinham treinamento, acharam que isso ia acontecer (de ele disparar). Os policias já dispararam esses três tiros. Gustavo estava sentado no carro, e tomou um tiro no peito e os outros dois perto dos ombros. E depois foi jogado no chão e os policiais atiraram na nuca, atrás da nuca dele.”

A professora contou, ainda, que 10 viaturas policiais foram destacadas para atender a ocorrência. Ela acredita que o filho foi vítima de xenofobia.

“Ele não era terrorista. Se os polciais estavam com medo poderiam usar os tasers para dar choque. Mas eles não tinham teaser. Eles estavam com medo pela aparência do meu filho, que era estrangeiro. Os policiais não estão nem aí de eliminar um estrangeiro.”

O departamento de polícia de Powder Srpings disse que os agentes atiraram em legítima defesa, alegando que Gustavo estava armado. Segundo a imprensa local, o procedimento é padrão, mas vai ser investigado pelo Departamento de Investigação da Geórgia.

Gustavo Guimarães tinha 34 anos e era natural de Belo Horizonte. Ele vivia com os parentes há cerca de 20 anos nos Estados Unidos e já tinha cidadania norte-americana.

Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Atlanta informou que tem ciência do caso e está em contato com a família do brasileiro.



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