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FBI afirma que Rússia planeja assassinatos nos EUA e em países europeus que apoiam Ucrânia

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setembro 16, 2026
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FBI afirma que Rússia planeja assassinatos nos EUA e em países europeus que apoiam Ucrânia


Os serviços de inteligência russos estão planejando assassinatos seletivos nos Estados Unidos e em países europeus que apoiam a Ucrânia, revelaram autoridades federais americanas pelo FBI, anunciando a acusação de cinco pessoas atualmente foragidas.

‘Desde pelo menos 2024 , uma rede de indivíduos que trabalham para os serviços de inteligência da Rússia conspirou para realizar, e realizou, ataques e assassinatos em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos’, afirmou o Departamento de Justiça dos EUA se referindo à Rede RIS, o braço responsável por realizar ataques no exterior, ‘com foco em dissidentes e desertores russos e, mais recentemente, em nações percebidas como aliadas da Ucrânia’.

James C. Barnacle Jr., chefe do escritório do FBI em Nova York, disse que a agência frustrou os planos ‘através de trabalho incansável’, já que membros dos serviços de inteligência russos e seus associados ‘conspiraram para intimidar, ameaçar ou matar indivíduos nos Estados Unidos e em todo o mundo’.

Três dos réus são membros de alto escalão da Rede RIS: Yuri Kharameev, Kirill Khrameev e Oemis Romagoz Durruthy.

Os outros dois indivíduos incluídos na acusação são Yaidel Delgado Suarez e Eduardo Castro, que trabalharam juntos para recrutar pessoas residentes nos Estados Unidos com o objetivo de vigiar e tentar assassinar um proeminente dissidente russo que vivia nos Estados Unidos.

‘Os réus supostamente operavam como parte de uma rede global de assassinatos que se estendia aos Estados Unidos. Repeliremos qualquer tentativa de serviços de inteligência estrangeiros de operar livremente em nosso país’, disse o Procurador-Geral Adjunto John A. Eisenberg.

Segundo a acusação, os associados recrutados na rede também foram solicitados a realizar atos terroristas contra infraestruturas civis e militares em países europeus que são considerados alinhados com a Ucrânia.

De acordo com o comunicado, uma rede de pessoas que trabalham para os serviços de inteligência da Federação Russa conspirou, pelo menos desde 2024, para realizar e realizou ataques e assassinatos em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos.

O texto classificou a rede de serviços de inteligência russos como ‘um braço’ do aparato da Federação Russa, concebido para realizar ataques externos, incluindo assassinatos, em todo o mundo.

Sede do FBI nos Estados Unidos. — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A rede tinha como alvo anteriormente dissidentes e desertores russos, mas, mais recentemente, passou a visar nações consideradas aliadas da Ucrânia.

Membros da rede tentaram recrutar várias pessoas nos Estados Unidos.

As autoridades disseram que a rede recrutou neste verão um indivíduo baseado nos Estados Unidos para vigiar e assassinar um proeminente dissidente russo que acreditavam estar residindo nos Estados Unidos.

A acusação afirma que uma pessoa identificada apenas como ‘Residente dos EUA-1’ foi enviada a dois locais associados à vítima visada e recebeu ‘instruções explícitas sobre como realizar a vigilância’, tendo-lhe sido prometidos US$ 1.000 e US$ 1.500 para executar o trabalho.

Após realizar a vigilância e fornecer diversas fotografias e vídeos de locais associados à vítima pretendida a um dos homens acusados ​​no processo, o residente americano recusou os US$ 40 mil oferecidos para ‘eliminar’ ou ‘fazer desaparecer’ o alvo por meio de assassinato.

Quando a oferta foi rejeitada, o membro dos serviços de inteligência que a fez tentou recrutar várias outras pessoas nos Estados Unidos para concluir o trabalho, oferecendo quantias substanciais de dinheiro, segundo a acusação.

Exercícios nucleares realizados pelo exército russo. — Foto: Reprodução/Ministério da Defesa da Rússia

O Kremlin afirmou que não comentará as alegações dos EUA de que uma rede ligada aos serviços de inteligência russos planejou assassinatos e ataques direcionados nos EUA e na Europa.

‘Até que vejamos e ouçamos evidências minimamente convincentes e argumentos fundamentados, não consideramos necessário comentar essas reportagens’, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a agência de notícias Tass.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante Fórum Econômico Oriental em Vladivostok. — Foto: Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP



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