Filho de síndico que matou corretora é solto em Goiânia

O filho do síndico que matou a corretora Daiane Alves foi solto pela Justiça em Goiânia. Maicon Douglas de Oliveira estava preso desde 28 de janeiro, enquanto a Polícia Civil de Goiás investigava se ele teria participado do homicídio ou tentado atrapalhar as apurações.
Segundo a defesa, a soltura foi determinada no fim da tarde desta quinta-feira (19), após a apresentação de provas técnicas que indicariam que ele não estava em Goiânia no dia do crime. De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Maicon estava em Catalão, no sudeste goiano, em 17 de dezembro, data em que Daiane foi morta.
A suspeita sobre o filho surgiu depois que a polícia identificou que ele havia comprado um celular para o pai horas após a realização de uma perícia no carro do síndico. A investigação considerou a possibilidade de tentativa de ocultação de provas, o que motivou o pedido de prisão temporária. Com a conclusão do inquérito, no entanto, a participação dele foi descartada.
O pai, Cléber Rosa de Oliveira, foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo a Polícia Civil, o assassinato foi premeditado. Daiane ficou 42 dias desaparecida até que o homem foi preso. Ele confessou o crime e indicou à polícia o local onde o corpo estava.
O que revelam as investigações?
As investigações apontam que o síndico desligou o disjuntor do apartamento da vítima para forçá-la a descer ao subsolo do prédio. Imagens recuperadas do celular de Daiane mostram um suspeito no local antes da chegada dela, usando luvas. Posteriormente, ele aparece encapuzado. Câmeras de segurança também registraram um carro posicionado próximo à saída do prédio.
Perícias técnicas descartaram a versão inicial apresentada por Cleber, de que o disparo teria sido acidental durante uma luta corporal dentro do edifício. Exames confirmaram que a corretora foi atingida por dois tiros na cabeça e que a execução ocorreu fora do prédio, em uma área de mata, onde o corpo foi abandonado.
Uma perícia acústica concluiu que, se os disparos tivessem ocorrido dentro do condomínio, o barulho teria sido ouvido por porteiros, moradores ou pessoas que passavam pelo local.
A Polícia Civil informou ainda que as investigações devem avançar para apurar possíveis irregularidades financeiras relacionadas à administração do condomínio.








