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Flávio chama Moraes de 'sem alma' após decisão que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar

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julho 18, 2026
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Flávio chama Moraes de 'sem alma' após decisão que manteve Bolsonaro em prisão domiciliar


No primeiro ato público após a decisão do Supremo que manteve Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e limitou visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições, o senador Flávio Bolsonaro reagiu com ataques ao ministro Alexandre de Moraes. Ao comentar a decisão, Flávio chamou o magistrado de “sem alma” e afirmou que ele “parece um demônio usando uma pessoa para fazer mal”.

A declaração foi feita neste sábado (18), durante o Encontro Estadual do PL, em Vitória , no Espirito Santo. O senador também defendeu o fortalecimento da bancada da direita no Congresso, especialmente no Senado.

Em nota divulgada neste sábado (18), a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à presidência classificou as novas restrições às visitas a Jair Bolsonaro como uma medida extravagante, inusitada e sem precedentes e que impõe o isolamento do ex-presidente. A nota diz que, ao impedir até mesmo visitas dos filhos e restringir a comunicação com a sociedade, Alexandre de Moraes transforma medidas judiciais em instrumentos de silenciamento político.

A publicação também fala em contraste, ao afirmar que no período em que esteve preso, Lula recebeu inúmeras visitas e divulgou manifestações de conteúdo político. No entanto, as situações jurídicas são diferentes. No caso do petista, não havia decisão judicial que o proibia de se comunicar ou receber visitas.

Nesta sexta (17), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu impor novas restrições a Jair Bolsonaro após uma carta escrita por ele ser divulgada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro. Na decisão, Moraes proibiu Bolsonaro de receber qualquer visita pelos próximos 30 dias, com exceção dos advogados e de pessoas previamente autorizadas pela Justiça.

O ministro também determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições deste ano. Na sexta (17), a defesa de Bolsonaro havia feito o pedido para que o presidente de Argentina, Javier Milei, pudesse visitar o ex-presidente. Com essa decisão, a visita de Milei não deve acontecer. Moraes ressaltou, porém, que a nova restrição de 30 dias não se aplica ao senador Flávio Bolsonaro, já que ele já está impedido de visitar o pai por 90 dias, conforme decisão anterior tomada após o episódio da divulgação da carta.



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