Homem apontado como sócio oculto de empresa responsável por obra de prédio que desabou em SP é preso

A polícia prendeu um homem apontado como sócio oculto da empresa responsável pela obra de um prédio que desabou, ainda em construção, em cima de uma casa e causou a morte de seis pessoas na Penha, na Zona Leste da cidade de São Paulo.
Ele foi identificado como Ronaldo Vivaqua, pai de Cristiano Vivaqua, autor do projeto e engenheiro responsável pela obra da New Home e da Hastiforme, da qual é proprietário. Ele e a mulher, Isis Brandão, proprietária da New Home, também são alvos de um mandado de prisão temporária. O casal é considerado foragido.
Segundo a delegada responsável pelo inquérito, Deidiene Fialho Costa Eboli, existe a hipótese de que os três sabiam do risco da construção. As prisões foram determinadas porque eles não se manifestaram e não foram encontrados logo após o incidente:
A polícia também afirma que havia um alvará de autorização para a obra, com a condição de que a antiga estrutura fosse demolida, o que não aconteceu.
O advogado das empresas, Adelmo Silva, afirmou que as companhias se solidarizam com as vítimas, disse que respeita as decisões judiciais, mas defendeu a inocência dos citados na investigação.
Segundo ele, as construtoras tinham autorização para a obra, sem necessidade de demolição:
Adelmo Silva também disse que Ronaldo não tem envolvimento com nenhuma das construtoras e que Cristiano e Isis não estão na cidade de São Paulo e vão se apresentar à polícia nos próximos dias.
A casa atingida pelo desabamento da estrutura funcionava como uma oficina de costura em que pessoas bolivianas trabalhavam. Todas as vítimas estavam no local.
O secretário da Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, se reuniu com o cônsul da Bolívia em São Paulo e vai prestar apoio na transferência dos corpos para o país vizinho.
Além das seis mortes – de três mulheres, dois homens e uma criança -, outras duas pessoas ficaram feridas.



