Indonésia decreta estado de emergência após terremoto de magnitude 7,7

A Indonésia decretou estado de emergência por 14 dias após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a ilha de Flores neste final de semana.
A medida tem como objetivo acelerar operações de resgate, distribuição de ajuda humanitária e os trabalhos de recuperação nas áreas atingidas.
Mais de 50 pessoas morreram. Além de centenas de feridos, há milhares de moradores desalojados em Sikka, Manggarai e Nagekeo.
Nas áreas mais afetadas, a população relata dificuldades para conseguir alimentos, água potável, medicamentos e produtos básicos para crianças. Algumas regiões continuam sem eletricidade e serviços de telecomunicações.
O abalo danificou estruturas públicas, como 93 escolas, 36 unidades de saúde e 38 prédios governamentais.
O bloqueio de uma rota usada para o acesso das equipes de emergência dificulta a chegada da assistência.
A Cruz Vermelha, o Crescente Vermelho e o governo da Indonésia já iniciaram os serviços de assistência às pessoas que deixaram as casas e o envio de suprimentos. A União Europeia também ofereceu apoio com dados de satélites.
A Indonésia está entre os países mais expostos a terremotos. O epicentro do abalo deste final de semana foi localizado a cerca de 30 quilômetros a nordeste da cidade de Mbay, na região de Nagekeo, a uma profundidade de 15 quilômetros, seguido de mais de 300 réplicas.
Na América Latina, na Colômbia, enquanto as equipes de resgate lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes entre os escombros, milhares de colombianos vivem em acampamentos improvisados.
Em Pereira, na região cafeeira do país, centenas de pessoas têm passado a noite em colchonetes ou barracas em abrigos improvisados em um parque. Os coordenadores relatam falta de cobertores, produtos de higiene e alimentos.
O número de mortos subiu para 294 na última atualização da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, que também apontou mais de 81 mil casas danificadas.
O presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há uma semana, disse que falou por 10 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, Trump apresentou condolências, e o colombiano pediu a suspensão temporária das tarifas sobre produtos do país para ajudar empresários.



