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Inspiração de modelo de Bukele, em El Salvador, será da reconquista de territórios, diz Zema

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agosto 25, 2026
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Inspiração de modelo de Bukele, em El Salvador, será da reconquista de territórios, diz Zema


O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, falou sobre temas como economia, previdência, corrupção e segurança pública. Ele defendeu uma ampla reforma administrativa, uma revisão das regras da Previdência, falou sobre privatizações e sobre os regimes de trabalho. No tema corrupção, criticou ministros do Supremo e defendeu a continuidade das investigações contra Flávio Bolsonaro no caso Master.

Durante o tema da segurança, ele foi questionado sobre a defesa do governo de Buekele, em El Salvador. O presidente salvadorenho ficou marcado por forte ações policiais, com alto número de mortes e prisões sem mandado e julgamento.

Zema disse que queria aplicar as ideias para ‘reconquista de territórios’.

‘Na hora que você reconquista os territórios ocupados pelo crime, primeiro, a vida das pessoas já melhora demais. Nós vamos ter de mudar algumas questões aqui na nossa legislação’.

Ele cita, entre as propostas a de um acusado preso pela terceira vez não poder ser liberado durante a audiência de custódia.

‘Eu quero que, na terceira vez, essa pessoa já fique com uma prisão preventiva decretada. Ele representa uma ameaça para a sociedade. No Brasil, hoje, a polícia militar está ficando desacreditada em todos os estados do Brasil. Ela prende o judiciário, solta. Queremos também uma medida simplíssima’

‘Isso não é ferir direitos humanos de forma alguma. Quero que o policial tenha liberdade de abordagem. Hoje, o policial fica pisando em cascas de ovos, porque qualquer coisa ele começa a responder processos que ele tem de pagar advogado do bolso dele. E o bandido livre, leve, solto e muitas vezes conta ainda com a ajuda da defensoria’, completou.

As declarações foram dadas durante a sabatina realizada pela CBN, O GLOBO e Valor Econômico. Na entrevista, Zema mudou o tom do Plano de Governo e disse que não pretende privatizar todas as estatais, como havia escrito no documento, mas apenas empresas operacionais.

O candidato do partido Novo disse que pretende avançar com uma reforma administrativa, que tramita no Congresso. Zema também defendeu uma nova reforma da Previdência, que passe a considerar o aumento da expectativa de vida como critério para o aumento da idade mínima de aposentadoria.

Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República — Foto: Reprodução/YouTube

Sobre o regime de trabalho, Zema criticou a obrigatoriedade do regime CLT e chegou a comparar a relação entre empresário e trabalhador com um casamento.

Ao falar sobre corrupção, Zema acusou ministros do Supremo de criarem um “balcão de negócios”. Sem citar nomes, falou sobre a mulher do ministro Alexandre de Moraes, que possuía um contrato milionário com empresas de Daniel Vorcaro, e sobre o Tayayá Resort, que fez negócios com o Master e possui ligações com o ministro Dias Toffoli.

Zema negou mudança no discurso sobre as investigações contra Flávio Bolsonaro e o filme Dark Horse e defendeu a continuidade das apurações.

Zema admitiu ter exagerado quando disse ao Jornal Nacional que aumentaria em dez vezes o número de escolas de tempo integral e afirmou que a meta é, na verdade, universalizar o acesso a essa modalidade de ensino.

A sabatina de Romeu Zema foi a primeira de uma série especial conduzida pela Rádio CBN em parceria com os jornais O GLOBO e Valor Econômico com os candidatos à Presidência. Nos próximos dias, serão ouvidos Ronaldo Caiado, do PSD, Renan Santos, do Missão, e Augusto Cury, do Avante. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foram convidados, mas recusaram a participação.



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