fevereiro 13, 2026

Justiça de SP ainda não se pronunciou sobre prisão dos três sócios da academia C4 Gym


A Justiça paulista ainda não se pronunciou sobre a prisão dos três sócios da academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo.

Cesar Bertolo Cruze, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual, quando há a aceitação do risco de matar.

O caso da intoxicação por produtos químicos na unidade do Parque São Lucas ainda apresenta diversos pontos que precisam ser esclarecidos pelas autoridades.

Um dos principais pontos pendentes é a documentação que comprove a habilitação técnica do sócio Cesar Bertolo Cruz, apontado como responsável pelo manuseio dos produtos químicos.

Celso supervisionava o trabalho do manobrista Severino Silva, que aparece misturando os produtos químicos em um balde e deixando-o próximo à piscina, liberando gás tóxico no ambiente e causando a morte da professora Juliana Faustino. Outras duas vítimas permanecem internadas em estado grave: o marido dela, Vinícius Oliveira, e um adolescente de 14 anos.

Também não está claro se Celso poderia, de fato, delegar funções a terceiros sem supervisão.

A polícia aguarda a apresentação do livro de controle da piscina, obrigatório por lei, que registra as medições de cloro e pH e deveria estar disponível para fiscalização da Vigilância Sanitária.

O delegado Alexandre Bento afirmou que a investigação já apontou que o uso excessivo de cloro foi responsável pela morte de Juliana, mas a apuração ainda depende de documentos e exames:

A polícia também pretende ouvir mais três funcionários, incluindo a faxineira e um supervisor de professores, que poderiam fornecer informações sobre a rotina da piscina.

Um segundo manobrista também aparece na investigação: Reinaldo, que esteve na academia à noite do incidente. A participação dele permanece nebulosa: suas justificativas sobre abrir janelas ou buscar objetos não foram comprovadas, e mensagens trocadas com os sócios foram apagadas, dificultando a reconstrução completa dos fatos.

O manobrista Severino é considerado um funcionário que apenas cumpria ordens e não deve ser indiciado.

A investigação busca consolidar o histórico de negligência da academia, que já apresentava problemas com excesso de cloro antes do ocorrido, incluindo casos anteriores de intoxicação.

Uma sétima vítima também foi identificada: uma criança de cinco anos, que não estava na piscina no sábado, mas frequentava aulas regulares no local. Segundo a polícia, a menina está internada, e há suspeita de que tenha sido exposta de forma contínua ao excesso de cloro utilizado na piscina, indicando uma intoxicação prolongada, e não apenas um episódio isolado.



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