Lula volta a falar em terras raras e manda recados à oposição

O presidente Lula participou na manhã de hoje de agendas oficiais em Campinas, interior de São Paulo, juntamente com outros aliados.
A agenda foi marcada por diversos recados de Lula e da ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, à oposição.
O presidente, por exemplo, voltou a tocar no assunto das terras raras falando em soberania, uma das bandeiras do petista durante este terceiro mandato, e que tem marcado presença no seu discurso de pré-campanha à reeleição.
Ele disse que a estrutura de pesquisa que o Centro Nacional de Pesquisa que está sendo modernizado aqui em Campinas oferecerá um salto no estudo sobre as terras raras e minerais críticos.
Segundo ele, o Brasil tem apenas 30% do conhecimento disponível sobre o assunto.
E afirmou que o Brasil não tem preferência por nenhum país estrangeiro que queiram contribuir com os avanços, desde que a soberania nacional seja respeitada.
“Nós não temos preferência por ninguém. Aqui pode vir chinês, pode vir alemão, pode vir francês, pode vir japonês, pode vir americano, pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania.”
Lula já disse, em uma entrevista recente o ICL, que outros dois rivais seus na disputa à Presidência neste ano, Ronaldo Caiado, do PSD, e Flávio Bolsonaro, do PL, querem vender o Brasil aos estrangeiros quando o assunto são as terras raras e minerais críticos.
Já a ministra Luciana Santos foi ainda mais incisiva nos recados à oposição na agenda de hoje.
A chefe da pasta da Ciência no governo participou da agenda dizendo que patriotismo é paixão pelo país transformada em atitude, e não retórica.
Destacando os avanços em pesquisas na saúde que o Centro Nacional de Campinas poderá trazer, a ministra chegou a criticar posições que ela considera negacionistas na oposição, e declarou que no “período obscuro da pandemia”, o chefe de estado àquela época virou de costas para o povo.
Uma clara referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, chefe do Executivo à época.








