Lula vai se encontrar com prefeito de Nova York adversário de Trump durante Assembleia da ONU

Durante estadia em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, o presidente brasileiro Lula terá um encontro com o prefeito socialista da cidade, o democrata Zohran Mamdani. A reunião partiu do próprio prefeito em um pedido feito há alguns dias.
O encontro ocorrerá na próxima segunda-feira (21), antes do início da Assembleia, no dia 22, quando Lula fará o primeiro discurso, como tradicionalmente ocorre com o presidente brasileiro.
A reunião bilateral é um dos poucos eventos confirmados pelo presidente brasileiro, que, logo após discursar, retornará ao Brasil.
Mamdani é uma das figuras mais fortes politicamente nos EUA como adversário do presidente americano, Donald Trump. Desde que assumiu o cargo teve uma reunião com Trump, mas vem realizando ações na cidade como aumento de impostos para super ricos, o que já gerou críticas por parte do republicano.
Segundo informações de fontes à CBN, Lula recebeu ao menos 30 pedidos de reuniões bilaterais. Apesar disso, não há pedido para uma reunião com Trump, nem da parte dos EUA, nem do Brasil. No entanto, o presidente brasileiro disse em uma agenda nesta semana que iria conversar com ele em Nova York e pedir para ‘não se meter nas eleições brasileiras’.
Esse provável encontro deve ser rápido já que, após Lula discursar, o presidente americano falará no púlpito da Assembleia Geral.
Presidentes Donald Trump (EUA) e Lula (Brasil) — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP e MICHAEL M. SANTIAGO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O discurso de Lula na ONU não deve ter citações diretas ao presidente americano, mas deve destacar temas como não aceite a interferência nos assuntos internos do país, negociações de paz nas guerras pelo mundo e defesa do multilateralismo.
Além disso, após os recentes comentários de Trump sobre uma suposta falta de ação do governo brasileiro contra o PCC e CV, o assunto da segurança pública e narcotráfico também pode aparecer.
Governo Lula refuta acusações de Trump de que país falhou no combate ao PCC e CV
Presidentes Lula e Donald Trump em reunião na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo brasileiro refutou as acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país falhou no combate ao crime organizado.
O Ministério da Justiça destacou a aprovação da Lei Antifacção; operações com prejuízos bilionários ao narcotráfico e lembrou que o presidente Lula entregou propostas formais de cooperação em Washington que continuam sem resposta da Casa Branca.
O texto classifica os grupos brasileiros como organizações terroristas internacionais e cobra medidas enérgicas e imediatas de Brasília para confrontar e derrotar as facções antes de nova expansão externa.
Apesar dos ataques narrativos, o Brasil não foi incluído na relação formal de 23 países classificados pelos Estados Unidos como principais centros produtores ou de trânsito de drogas ilícitas.
A diplomacia brasileira ressaltou que as críticas têm caráter meramente circunstancial, sem validade dispositiva para impor sanções econômicas ou comerciais automáticas contra o país na legislação americana.
Durante um comício perto de Brasília, o presidente Lula acusou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro de tramar contra o país, em parceria com o irmão Flávio.
Presidente Lula na Assembleia Geral da ONU — Foto: Ricardo Stuckert / PR



