fevereiro 5, 2026

Médica é indiciada por homicídio doloso de paciente que morreu durante procedimento estético


Uma médica de Montes Claros, no Norte de Minas, foi indiciada por homicídio com dolo eventual de uma paciente, de 42 anos, durante um procedimento estético. O caso foi registrado no dia 11 de dezembro de 2025, quando a vítima fazia uma mini lipoaspiração na região das costas. Segundo a Polícia Civil de Minas, o laudo de necrópsia apontou que a paciente morreu em decorrência de um choque hemorrágico causado em razão de perfuração da artéria femoral direita.

Nesta quinta-feira, a delegada Francielle Drummond, responsável pelo inquérito, deu detalhes da investigação e do indiciamento. Segundo ela, uma sucessão de erros da médica levou a paciente à morte.

“Primeiro, a médica não tinha habilitação para realização do procedimento. Ela era recém-formada e apresentou um documento de que estava iniciando a realização de pós-graduações na área. Segundo, foi comprovado por várias testemunhas e pela equipe do SAMU que o consultório da médica não tinha capacidade nenhuma para realizar esse tipo de procedimento, já que não tinha nenhum tipo de equipamento de suporte. Não tinha, por exemplo, carrinho de parada, não tinha desfibrilador, não tinha nenhum equipamento de monitorização”, afirmou.

Segundo a Polícia, a própria médica foi quem aplicou o anestésico do tipo propofol na paciente, o que contradiz uma recomendação do Conselho Federal de Medicina, que estabelece o uso por meio de profissional habilitado e monitoramento devido aos riscos.

Na fase de investigação, a médica foi ouvida e afirmou que percebeu que algo estava errado com a paciente quando ela começou a ficar arroxeada durante o procedimento. A mulher teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, mesmo com o acionamento do Samu.

Diante dos elementos e provas, a instituição concluiu que a médica assumiu o risco de matar, por isso, ela foi indiciada por homicídio com dolo eventual. Apesar disso, a profissional responde em liberdade.

A delegada Francielle Drummond reforçou os cuidados que os pacientes devem ter antes de realizar um procedimento estético invasivo.

“O alerta que a Polícia faz é que, em caso de procedimentos estéticos e de mini cirurgias, é necessário procurar um profissional habilitado. Que o paciente procure um ambiente que esteja realmente adaptado para atendê-lo em caso de intercorrências”, alertou.

Em nota, a defesa da médica afirmou que discorda do indiciamento da Polícia Civil de Minas e que vai aguardar o posicionamento do Ministério Público para tomar as medidas pertinentes.



Source link

Visited 1 times, 1 visit(s) today