Meta e Google são condenadas por negligência na proteção de crianças e por criar plataformas viciantes

Um júri em Los Angeles decidiu que Instagram e YouTube são plataformas viciantes e que foram projetadas dessa forma de maneira deliberada. Decisão também concluiu que as empresas responsáveis, Meta e Google, foram negligentes ao não proteger adequadamente crianças e adolescentes.
As companhias foram condenadas a pagar US$ 6 milhões em indenização a uma jovem identificada como Kaley, que afirmou ter desenvolvido dismorfia corporal, depressão e pensamentos suicidas após o uso das plataformas.
Meta e Google informaram que vão recorrer. A Meta argumenta que um único aplicativo não pode ser responsabilizado por uma crise de saúde mental em adolescentes. Já o Google sustenta que o YouTube não se enquadra como rede social.
Especialistas avaliam que o caso pode marcar uma mudança significativa na forma como a Justiça trata as plataformas digitais, abrindo precedente para novas ações. Há quem compare o momento ao enfrentado pela indústria do tabaco no passado, quando empresas passaram a ser responsabilizadas por danos à saúde.
A decisão também pressiona o debate sobre a regulação do setor. Nos Estados Unidos, empresas de tecnologia são protegidas pela chamada Seção 230, que limita sua responsabilidade sobre conteúdos publicados por usuários, mecanismo cada vez mais questionado.
O modelo de negócios das plataformas, baseado em manter usuários engajados por longos períodos, também pode entrar no centro das discussões. Recursos como rolagem infinita, recomendações algorítmicas e reprodução automática são apontados como estratégias que incentivam o uso prolongado.
O caso ocorre em meio a um cenário de maior pressão global. Países como a Austrália já proibiram o uso de redes sociais por menores de 16 anos, e outras nações discutem medidas semelhantes.
A decisão é a segunda derrota recente de grandes empresas de tecnologia em processos desse tipo nos Estados Unidos. A expectativa é de que novos casos avancem na Justiça, ampliando o debate sobre os impactos das redes sociais, especialmente entre jovens.
‘Segundo cérebro de Mark Zuckerberg’: fundador da Meta está treinando robô digital para ajudá-lo a ser CEO
O fundador do Facebook e fundador da META, Mark Zuckerberg, estaria treinando um novo robô digital, os famosos chatbots, com inteligência artificial, para ajudá-lo a comandar a gigante META.
Segundo a agência Reuters, há inclusive especulações de que ele estaria criando esse novo robô à sua imagem e semelhança.
Segundo informações recentes divulgadas pela Reuters, um novo sistema de IA está sendo desenvolvido com a proposta de atuar como uma espécie de ‘segundo cérebro’ para Mark Zuckerberg.
Ainda envolto em sigilo, o projeto já dá sinais do seu alcance. A ferramenta seria capaz de realizar tarefas estratégicas que, até então, exigiam a mobilização de equipes inteiras, como a busca e análise de informações internas, consulta a relatórios confidenciais da própria empresa e até a organização da agenda pessoal do CEO, incluindo o planejamento de férias.
A iniciativa está alinhada ao conceito de second brain, que vem sendo promovido internamente pela Meta. A ideia é oferecer aos funcionários assistentes digitais capazes de acompanhar o dia a dia de trabalho, reunindo dados, sugerindo caminhos e aumentando a produtividade. Esse movimento já impacta inclusive a forma como a empresa avalia seus colaboradores: o uso de inteligência artificial passou a ser um critério relevante nas análises de desempenho, exigindo que funcionários demonstrem, na prática, como utilizam essas ferramentas em suas rotinas.
O debate sobre produtividade e transformação do trabalho também ganha força fora da Meta. O investidor Mark Cuban, uma das vozes influentes do Vale do Silício, defende que o avanço da IA pode levar à redução da jornada de trabalho sem queda de salários. Segundo ele, o ganho de eficiência permitiria, ao menos inicialmente, uma diminuição gradual, como a redução de uma hora semanal, além de abrir espaço para que trabalhadores tenham mais tempo livre.
O que farão os executivos com o tempo liberado pela inteligência artificial?
No caso de Zuckerberg, cuja rotina pode passar a ser parcialmente gerida por algoritmos, a resposta ainda é incerta. O que já parece claro é que, à medida que a IA assume funções operacionais e analíticas, o papel da liderança tende a se concentrar cada vez mais em decisões estratégicas, e, possivelmente, em como gerir um mundo corporativo onde humanos e máquinas dividem responsabilidades.








