maio 6, 2026

Moraes barra Alerj de analisar prisão do deputado Thiago Rangel


O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Assembleia Legislativa do Rio não poderá analisar a prisão do deputado estadual Thiago Rangel. De acordo com Moraes, a análise não se aplica neste caso porque Rangel foi também afastado da função de deputado estadual por decisão do próprio ministro.

De praxe, a Assembleia Legislativa pode decidir por soltar ou manter a prisão de outro parlamentar, com base na constituição estadual e por prerrogativa do STF. Em dezembro, por exemplo, o então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), foi solto após receber votos favoráveis da maioria. Hoje, com o mandato cassado ele já está preso novamente.

Mas, desta vez, Moraes se antecipou a questão. Nos bastidores da Alerj, já existia uma expectiva de que o plenário não discutisse o assunto para evitar uma indisposição com o Judiciário.

Ontem, o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, e outras seis pessoas foram presas durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal.

Segundo a investigação, Rangel teria influenciado obras em escolas estaduais, com contratos direcionados a empresas específicas, e parte do dinheiro público teria voltado ao grupo investigado.

A decisão apontou indícios de organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.

As investigações avançaram a partir de materiais apreendidos na Alerj ligados a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Casa.

Uma planilha com nomes de deputados e indicações de cargos reforça a suspeita de que ele seja elo do esquema.

Segundo a PF, Bacellar teria influenciado a Secretaria de Educação e intermediado obras a favor de Rangel.

A defesa do deputado Thiago Rangel nega todas as acusações. Em nota, o gabinete dele disse que a prisão foi recebida com surpresa e argumenta que a atuação junto à Secretaria de Educação fazia parte do papel fiscalizador do mandato.

Já a Alerj informou que está à disposição para colaborar com as investigações.



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