fevereiro 13, 2026

MP-SP apoia prisão de donos de academia por morte de aluna em aula de natação


Cezar Miquelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. A Polícia Civil pediu a prisão temporária dos três. A Justiça paulista analisa o pedido, e a decisão pode sair a qualquer momento.

Academia C4 Gym, onde aluna morreu após participar de aula de natação — Foto: Klauson Dutra/CBN

A defesa dos sócios afirmou que eles estão colaborando com as investigações e declarou causar indignação o indiciamento antes da conclusão dos laudos periciais. Já a Polícia Civil solicitou a prisão sob o argumento de que os três são responsáveis por tentar manipular e dificultar as investigações sobre a intoxicação por gás tóxico durante a aula de natação.

Desde o início houve resistência em colaborar, segundo a polícia, com ausência injustificada em convocações informais, atraso no comparecimento à delegacia e não apresentação de documentos considerados essenciais ao inquérito.

Ao todo, sete pessoas são consideradas vítimas suspeitas de intoxicação: uma morreu, três seguem internadas em estado grave e as demais foram liberadas.

Tentativas de interferir em depoimentos

A polícia também afirma que os sócios tentaram interferir no depoimento do manobrista Severino Silva, de 43 anos, que aparece em imagens de câmeras de segurança realizando a mistura de produtos químicos com cloro.

Em depoimento, Severino afirmou que recebia orientações por WhatsApp de Celso Bertolo Cruz sobre a manutenção da piscina e que o sócio teria apagado mensagens com instruções sobre os procedimentos adotados. Segundo a polícia, ele é considerado um funcionário que apenas cumpria ordens e, neste momento, não deve ser indiciado.

Celso Bertolo Cruz confirmou à Polícia Civil que apagou as mensagens por desespero, alegando que o conteúdo se referia apenas a medições e dosagens de cloro. Mais de 15 pessoas já foram ouvidas no inquérito até o momento, e novas testemunhas devem ser chamadas para depor.

A polícia também pretende ouvir mais dois funcionários, incluindo a faxineira e um supervisor de professores, que podem fornecer informações sobre a rotina da piscina.

Uso de cloro acima do recomendado

O delegado Alexandre Bento afirmou que a investigação já apontou que o uso excessivo de cloro foi responsável pela morte de Juliana, mas a apuração ainda depende da análise de documentos e exames periciais.

Um segundo manobrista também aparece na investigação. Reinaldo esteve na academia na noite do incidente, segundo a polícia, a pedido dos sócios. As mensagens trocadas com eles teriam sido apagadas, o que dificultou a apuração dos fatos.



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