Nova Linha 17-Ouro já enfrenta furtos de cabos e depredação de estruturas

A Linha 17-Ouro do monotrilho está com segurança reforçada para tentar evitar furtos de cabos neste primeiro mês de operação. Já foram cinco ocorrências, sendo que três impactaram a circulação dos trens. Nos últimos dias, duas pessoas foram presas suspeitas de tentar cometer esse tipo de crime.
Criminosos estão escalando a estrutura elevada do monotrilho, a mais de 15 metros do chão, para furtar cabos de energia da Linha 17-Ouro. A ação também acontece em pontos mais baixos da estrutura.
Os furtos atingem sistemas de energia e sinalização e, quando isso acontece, a operação precisa ser interrompida por segurança. Em alguns casos, foi necessário acionar o sistema Paese, com ônibus para atender os passageiros.
O gerente de operações do Metrô de São Paulo, Milton da Silva Júnior, afirmou que a companhia atua em conjunto com a Polícia Militar para tentar coibir esse tipo de crime:
“A Polícia Militar já implementou estratégias de inteligência, rondas ostensivas. Não obstante, nos últimos dois dias, dois indivíduos acabaram sendo presos tentando furtar e não lograram êxito nesses furtos, portanto, deixando de gerar o impacto da operação. Vou citar um exemplo. Nós tivemos um furto de cabos grande anteontem, na madrugada, e prontamente nós fizemos uma operação de guerra com a contratada para que a gente pudesse recuperar todo o sistema de sinalização, no ponto que houve esse corte de cabos, para que não gerassem o impacto da operação comercial novamente”, detalhou.
A reportagem da CBN percorreu a pé trechos da Avenida Jornalista Roberto Marinho e encontrou um cenário de vulnerabilidade no entorno do monotrilho. Entre as estações Campo Belo e Vereador José Diniz havia mais de 20 pessoas em situação de rua, além de relatos de uso de drogas a céu aberto.
Moradores, que não quiseram gravar entrevista, afirmam que eles estariam ateando fogo na base das vigas. Também há registros de pichações em pilares e na estrutura por onde passam os trens.
Ivanir Simões, de 60 anos, disse que é preciso melhorar as calçadas no entorno das estações:
“Olha, pra eu que moro aqui na região do Brooklyn, as calçadas ainda estão quebradas, falta dar uma melhorada no sentido do metrô, aqui em volta da Roberto Marinho. Toda a Roberto Marinho, ela ainda precisa fazer uma revitalização melhor”.
A Linha 17-Ouro liga o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas em sete estações. Em um mês, já transportou mais de 100 mil passageiros das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira.
Usuários também relatam tempo elevado de espera, que pode chegar a até 18 minutos entre os trens. A expectativa é que o sistema passe a funcionar no modelo em carrossel, como as outras linhas, a partir de setembro.
A oitava estação, a Washington Luís, deve ser entregue até o fim de junho.



