Nunes diz que polícia dará voz de prisão a donos de construtora responsável por prédio que desabou em SP

De acordo com o prefeito, os proprietários da construtora cometeram um crime ao não obedecerem à ordem de demolição da estrutura em 2024.
“Se não fez a demolição, se tem a confissão do advogado, evidentemente isso vai ser um fator maior, um agravante para que eles sejam responsabilizados. A Prefeitura seguiu o rito: foi rigorosa, fiscalizou, notificou, multou, entrou com ação judicial, embargou e, infelizmente, esse fato aqui a gente lamenta muito. Se ele cometeu um erro, um crime, ele vai ser responsabilizado por isso.”
Conforme Nunes, a obra começou em 2019, quando a Justiça determinou, a pedido da Prefeitura, a interdição da obra por problemas estruturais.
Em 2021, a construtora obteve junto à Prefeitura um alvará de retomada da obra, condicionado à demolição da antiga estrutura.
Na versão do prefeito, uma técnica da gestão municipal veio ao local à época e atestou, em documento oficial, que a estrutura havia sido demolida.
Antes e depois do edifício de 10 andares que desabou na zona leste de São Paulo — Foto: Reprodução/Google Street View/Redes Sociais
Contudo, de acordo com moradores locais e com o advogado da construtora, Alexandre Sambi, isso não aconteceu.
“Foi cassado, como eu disse, e foi continuado outros pavimentos. Começou com cinco pavimentos, foi aumentando para nove. Então, não houve demolição? Não houve demolição. Porque a Prefeitura disse que, em fevereiro de 2024, eles constataram que o prédio tinha sido demolido. Então, ele não foi? Pelo que eu tenho de informação, não.”
Ricardo Nunes disse que a técnica era uma servidora de carreira que não faz mais parte dos quadros da Prefeitura, e que a Controladoria Municipal vai abrir um procedimento para investigar a veracidade do documento.
Desabamento deixa dois mortos e quatro desaparecidos
Prédio em construção desaba sobre casa em São Paulo. — Foto: Divulgação/ Bombeiros e Defesa Civil
O desabamento resultou, até o momento, na morte de duas pessoas, sendo uma delas uma mulher grávida, e deixou duas pessoas feridas.
O Corpo de Bombeiros continua as buscas por outras quatro pessoas que estão sob os escombros, e ainda não se sabe em que condição elas se encontram.
São uma criança, duas mulheres e um homem.



