Nunes Marques diz que não há indicativo concreto de interferência internacional na votação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) esteve neste domingo (4) na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), que monitora ocorrências de crimes eleitorais em tempo real em todo o país.
Em coletiva de imprensa, Nunes Marques afirmou que, até o momento, não há indicativo concreto de interferência internacional no processo eleitoral. A votação se encerra às 17h.
“O único que se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas. Eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira, afastou muitos dos problemas que eventualmente poderíamos ter. Mas até agora não temos nenhum indicativo de nenhuma das nossas salas e equipes dentro do tribunal de nenhum tipo de interferência estrangeira.”
Segundo o presidente do TSE, a votação do primeiro turno ocorre normalmente em todo o país.
Nunes Marques diz que não há indicativo concreto de interferência internacional na votação
No entanto, a Polícia Federal abriu uma investigação sobre uma possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras. A informação foi confirmada neste domingo pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, à CBN. Ele disse que a investigação já iniciou e que o inquérito deve ser instaurado nos próximos dias.
A medida atende a um pedido da Advocacia-Geral da União. A AGU acionou a Polícia Federal após o jornal britânico The Guardian revelar que um fundo do governo dos Estados Unidos destinaria cerca de 5 milhões de reais a grupos brasileiros que criticam o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes. O caso está com a Diretoria de Inteligência.



