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Operação mira esquema de fabricação e distribuição clandestina de anabolizantes

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agosto 12, 2026
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Operação mira esquema de fabricação e distribuição clandestina de anabolizantes


A Polícia Civil cumpre, nesta quarta-feira (12), 45 mandados de prisão contra um grupo suspeito de comandar um esquema de fabricação e distribuição clandestinas de anabolizantes. A Justiça determinou também a busca e apreensão pessoal e domiciliar contra 50 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, bem como o bloqueio de valores em contas dos investigados da ordem de mais de R$ 32 milhões e o sequestro de 11 veículos de luxo de alto padrão.

Segundo a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes o grupo produzia, em casa e em depósitos improvisados, de forma precária, substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes sem qualquer controle de esterilidade, pureza ou segurança sanitária. Para dar aparência de credibilidade, os rótulos simulavam importações de laboratórios inexistentes ou reproduziam marcas consolidadas no mercado.

Esquema contava com receitas falsas e apoio de profissionais

Participavam do esquema designers, nutricionistas e treinadores que recomendavam o consumo das substâncias, além de veterinários que emitiam receitas falsas para viabilizar a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários. Uma gráfica também estava envolvida por imprimir os rótulos e embalagens sob encomenda, e apagar os arquivos de impressão de modo a dificultar a identificação da origem do material pela polícia.

Carro de luxo apreendido durante a operação — Foto: Divulgação/Polícia Civil do DF

Os criminosos lavavam dinheiro com auxílio de doleiros profissionais, que indicavam contas bancárias de laranjas e empresas de fachada para pulverizar os depósitos. Os investigados também recorriam a contas em casas de apostas virtuais e plataformas de jogos de quota fixa, por onde convertiam, fracionavam e transferiam os valores de forma rápida, dificultando o rastreamento pelos órgãos de inteligência financeira.

Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 32 milhões dos investigados na operação — Foto: Divulgação/Polícia Civil

No Distrito Federal, funcionam as bases de fabricação e estocagem, academias e a gráfica. Os insumos eram armazenados em depósitos em Goiás, no Entorno do DF, onde também estava uma farmácia de manipulação envolvida no esquema. Também no estado, era concentrada a movimentação financeira.

Em João Pessoa, na Paraíba, os policiais identificaram um laboratório funcionando em uma mansão alugada e a residência de alto padrão à beira mar de um dos chefes do esquema. Em Foz do Iguaçu, no Paraná, ficava a responsável por fornecer as substâncias. As cidades de Uberlândia, em Minas Gerais; e Rio Branco, no Acre, eram usadas no escoamento dos produtos.

Relógios apreendidos pela Polícia Civil do DF durante a operação — Foto: Divulgação/Polícia Civil

As medidas cautelares abrangeram ainda a suspensão de atividades econômicas e o lacre de 13 estabelecimentos comerciais e laboratórios envolvidos no esquema, a quebra de sigilo bancário e telemático dos investigados, e a exclusão e bloqueio imediato de 22 perfis em redes sociais usados para a divulgação dos produtos e captação de clientes.



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