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Planalto já monitorava a decisão dos países latino-americanos com relação ao PCC e CV

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setembro 24, 2026
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Planalto já monitorava a decisão dos países latino-americanos com relação ao PCC e CV


O governo brasileiro já estava monitorando a possibilidade de o Escudo das Américas anunciar uma lista de facções narcoterroristas que incluísse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. Conforme fontes do Palácio do Planalto, recentes movimentos dos Estados Unidos já indicavam a ofensiva sobre o continente. A avaliação, porém, é que o objetivo é a influência e a expansão da doutrina de segurança americana, e não tem relação com as eleições no Brasil.

Nos últimos dias, dois pontos alertaram as autoridades brasileiras sobre a decisão de Donald Trump em convocar os demais países da aliança classificar uma lista de 24 grupos criminosos como narcoterroristas: a primeira foi a manifestação dos EUA afirmando que o Brasil falhou no combate ao PCC e Comando Vermelho, além dos movimentos da Casa Branca na Organização dos Estados Americanos contra a Nicarágua – a OEA convocou uma reunião extraordinária de chanceleres para o dia 2 de outubro para debater ações contra o regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo.

O governo brasileiro ainda avalia o conteúdo da decisão da aliança. Na declaração do Escudo das Américas, o grupo fala em acionar o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para ativar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) e reivindicar a autorização para a aplicação de sanções que vão de congelamento de ativos, restrições de visto a responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material aos grupos criminosos.

Fontes do Planalto afirmam que é necessário fazer uma avaliação legal do caso. No documento, o grupo afirma que o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) permite a aplicação de sanções contra países vizinhos. Criado na Guerra Fria, o mecanismo foi criado para defender a região para a possibilidade de invasão externa ao hemisfério.

Conforme a consulta, o Brasil vai decidir como votar em eventual resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA).



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