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Polícia aponta diarista de 30 anos como autora de latrocínio contra dois idosos em BH

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julho 2, 2026
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Polícia aponta diarista de 30 anos como autora de latrocínio contra dois idosos em BH


A Polícia Civil de Minas afirmou que uma diarista, de 30 anos, é a autora do duplo latrocínio – roubo seguido de morte – de um casal de idosos, em Belo Horizonte e confirmou que ela teve ajuda para fugir. A informação foi divulgada por delegados do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio, em coletiva nesta quarta-feira.

O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, foram mortos com 24 facadas no apartamento deles, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de BH.

Segundo a instituição, a mulher já identificada segue foragida e, por isso, a Polícia aguarda a expedição do mandado de prisão preventiva pela Justiça. Além disso, os investigadores também tentam identificar o suposto comparsa do crime, como explicou o chefe do Depatri, Felipe de Freitas.

“Como é possível ver no vídeo, no local onde ela descarta as coisas na caçamba, tem um carro esperando ela ali, um carro de alto padrão, não é um carro popular. Então a gente vai investigar também qual a participação dessa pessoa que foi lá e buscou ela. Porque, pelas investigações, a pessoa ficou esperando ali ela durante um bom tempo. Num primeiro momento, a gente chegou a cogitar que poderia ser até um motorista de aplicativo, uma coisa assim, mas ele fica mais de 15 minutos esperando ela lá”, afirmou.

Conforme as informações iniciais, o crime foi cometido na última segunda-feira. Na ocasião, a mulher foi ao apartamento pela primeira vez para uma faxina, após ser indicada por um parente do casal, que, segundo a Polícia, não tem qualquer relação com o duplo latrocínio.

Imagens do circuito de segurança do prédio mostram a mulher chegando por volta das 7h30 e saindo 15h30, com duas sacolas cheias. Ela também tomou banho e trocou de roupa. O delegado Felipe de Freitas afirma que a dinâmica ainda será esclarecida, mas tudo indica que as vítimas foram surpreendidas e não tiveram direito de defesa.

“De mais palpável é que não tenha havido qualquer tipo de resistência ou defesa deles. Para nós, é um indicativo de que eles podiam, inclusive, estar dormindo. Pode ser que eles tenham surpreendido ela com alguma situação? Pode. Mas ainda assim, o tipo de lesão, a forma como foi e ela não ter tido nenhum tipo de lesão, pelo menos que você vê no próprio vídeo dela saindo do apartamento, já denota que não houve nenhum tipo de resistência das vítimas”, afirmou.

Após deixar o local, a mulher descartou as roupas sujas de sangue em uma caçamba. Em seguida ela entrou no carro e foi ao Centro de BH, onde vendeu bens roubados do casal. Dois aparelhos celulares foram recuperados em Vespasiano, após uma denúncia.

Segundo a Polícia Civil, o filho do casal foi quem descobriu o crime. Ele resolveu ir ao apartamento porque o pai não foi trabalhar no dia seguinte.

Após a perícia, a PC também fez buscas na casa da investigada em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de BH. Familiares da mulher informaram que ela chegou em casa, arrumou as malas e afirmou que iria viajar com o filho, de 6 anos, para o Espírito Santo. A família também cita problemas dela com jogos de azar, mas essa informação ainda que será checada pela Polícia Civil.

Os corpos de Cláudio Atala e de Maria Clotilde foram sepultados, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte.



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