Polícia do Rio investiga explosão de granada que deixou oito pessoas feridas

A Polícia Civil investiga a explosão de uma granada que deixou oito pessoas feridas na tarde dessa sexta (20) na Estrada do Quilombo, no bairro do Bananal, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso foi registrado na delegacia da Ilha, e as autoridades trabalham para identificar a origem do artefato, quem o abandonou e as circunstâncias do incidente. Testemunhas estão sendo ouvidas, e imagens de câmeras da região foram requisitadas para auxiliar na investigação.
De acordo com a Polícia Militar, um funcionário da empresa de ônibus Paranapuan encontrou uma mochila preta sobre uma cadeira no ponto final da linha 328, local utilizado para a troca de turno dos motoristas. Ao abrir a mochila, ele encontrou um explosivo de fabricação caseira, que acabou detonando, atingindo pessoas próximas. A explosão ocorreu em frente a um quartel de Fuzileiros Navais, em uma área de grande circulação de trabalhadores do transporte público.
O artefato tinha composição improvisada, com pólvora, pedaços de vidro e pregos, acoplados a uma estrutura metálica semelhante a uma pedaleira de bicicleta. Especialistas afirmam que essa combinação aumenta significativamente o risco de ferimentos, já que os estilhaços se espalham com a explosão e podem atingir pessoas a certa distância.
Entre os feridos, cinco foram levados ao Hospital Municipal Evandro Freire — Durval Souza de Oliveira, Carlos Lindemberg da Silva Duclos, Wagner Albertino da Silva, Geraldo Gabriel de Oliveira e Miguel Gustavo de Souza Alvarenga — e permanecem em observação, com quadro de saúde estável, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Outros três — Paulo da Silva Cunha, Luís José da Silva e Melquizedeque dos Santos Rocha — foram atendidos no Hospital Estadual Getúlio Vargas, apresentaram ferimentos leves e já receberam alta, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.
Testemunhas relataram que o artefato teria sido deixado por um usuário de drogas conhecido na região, que circulava com mochila pelo local e mora nas proximidades.
Além da Polícia Civil e da Polícia Militar, o Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e a perícia técnica foram acionados e atuaram no local. Equipes de resgate prestaram os primeiros atendimentos imediatamente, e a área foi isolada para garantir a segurança e permitir o trabalho das autoridades.








