Polícia investiga morte da remadora Rie Nagasako após queda de canoa no Rio

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente que terminou com a morte da remadora Rie Luciana Nagasako. O caso aconteceu na última quinta-feira (8), quando ela caiu de uma canoa na praia da Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
Rie dava uma aula de canoagem e tentava orientar os alunos a virar as canoas em direção a um ponto mais seguro. Logo depois, ela perdeu o equilíbrio e, ao cair na água, foi levada pela correnteza.
Os bombeiros chegaram a resgatá-la em alto-mar, pouco tempo depois. A remadora foi levada de helicóptero para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio, mas chegou em estado gravíssimo e acabou morrendo na tarde desta sexta-feira.
O Anderson Carvalho é remador e amigo da atleta, que tinha 48 anos. Para ele, voltar a remar é uma forma de homenagear o legado deixado pela amiga.
“Pra quem teve a oportunidade de conviver, de ter momentos com a japa, fica a tristeza de perdê-la tão precoce, mas ficam os bons momentos de quem teve esse privilégio, né? Pra mim, fica aquela risada inconfundível dela, que eu tenho na lembrança, japa, os bons momentos: você sorrindo.”
Campeã pan-americana de canoa havaiana, em 2025, Rie também conquistou a medalha de bronze na categoria sprint do Campeonato Mundial.
Nas redes sociais, a morte de Rie causou grande comoção. Uma das homenagens veio do clube Barra Va’a, que ela ajudou a fundar. A entidade afirmou que Rie, além de professora e companheira de remada, ensinou os alunos a respeitar o oceano e a nunca desistir.
Rie também fundou o Projeto Somar, voltado para a inclusão de pessoas com deficiência no esporte.
A família, agora, organiza uma vaquinha na internet para custear as despesas do velório e cremação.



