Rússia realiza eleições parlamentares inclusive em áreas dentro da Ucrânia; Governo Zelensky critica

A Rússia realiza a partir desta sexta-feira (18) eleições parlamentares, as primeiras desde o início da guerra com a Ucrânia. Além de todo o país, territórios ocupados pelos russos em área ucraniana também participaram do processo eleitoral.
Entre as cidades estão Crimeia, Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
A Ucrânia criticou nesta sexta (18) chamando as eleições nesses territórios de uma ‘farsa’.
‘Se trata de uma farsa encenada pela potência ocupante, que nada tem em comum com eleições democráticas e não cria qualquer base legal para estender a jurisdição russa a qualquer parte do território ucraniano. A Ucrânia não reconhece nem a realização dessas ‘eleições ilegais’ nem os seus resultados, que são nulos e sem efeito’, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia em um comunicado.
A eleição começou nesta sexta, mas dura três dias, terminando no domingo (20). Entre os que já votaram está o presidente russo, Vladimir Putin.
A expectativa é que o partido Rússia Unida, aliado de Putin, conquiste a maioria dos votos e das cadeiras no Parlamento.
Macron acusa Rússia de ataques ‘híbridos’ contra França nas últimas semanas
Emmanuel Macron, presidente da França — Foto: JUSTIN TALLIS / POOL / AFP
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país foi alvo de ‘ataques híbridos’ russos nas últimas semanas. Nesse tipo de estratégia militar, são misturadas ações tradicionais com outros métodos tecnológicos e econômicos para desestabilizar outro país.
Em uma coletiva de imprensa após uma reunião com os líderes dos partidos políticos representados na assembleia do país, o presidente francês disse:
‘Nas últimas semanas, a ameaça, particularmente a ameaça híbrida russa, que os europeus e a França enfrentam, se intensificou’.
Ele acrescentou que acredita que ‘a natureza da agressão russa está mudando’, de acordo com a emissora francesa BFM.
Macron citou ataques a um trem entre a Polônia e a Ucrânia, incursões de drones no espaço aéreo de países vizinhos e o ataque frustrado no aeroporto de Leipzig como exemplos de uma ameaça crescente vinda do Kremlin.
A Alemanha acusou a Rússia da tentativa de ataque com drones no aeroporto de Leipzig em agosto.
Além disso, o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson se viu envolvido em uma situação de risco de segurança depois que o trem em que viajava atrás do que estava foi atingido por um drone russo na Ucrânia no último fim de semana.
Em meio a isso, as primeiras eleições parlamentares na Rússia desde a invasão a Ucrânia.
Com tudo isso, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, alertou que Moscou está planejando ataques contra os aliados da Ucrânia.
Tusk sugeriu que o Kremlin fingirá que os ataques são ‘acidentais’ numa tentativa de ‘paralisar ou pelo menos enfraquecer a motivação dos países da OTAN’ para correrem em defesa do Estado-membro que está sendo atacado.
‘Existe um risco real de que drones ou outros tipos de projéteis entrem no território de um ou mais países na fronteira leste e até causem destruição. A versão oficial será de que foi um acidente e que não há motivo para a OTAN pensar em uma resposta’, declarou no Parlamento polonês.
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em discurso de comemoração ao Dia da Independência do país — Foto: HENRY NICHOLLS / POOL / AFP



